Priscila Pschiski, fisioterapeuta idealizadora da campanha "Adote uma Gestante". Crédito da foto: Pelvic Funcional.
Atualizado em: 28 novembro, 2022
Um estudo realizado por docentes da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) demonstrou que há prevalência de perda de urina em mulheres praticantes de esportes sobre um mini trampolim, conhecido como jump. A amostra foi composta por 59 mulheres praticantes desta modalidade há pelo menos três meses, com idade entre 20 e 40 anos, em academias de Porto Alegre (RS). Destas, 66,1% apresentaram incontinência urinária. A pesquisa foi publicada na revista Fisioterapia Brasil.
Segundo o estudo, a perda urinária poderia ser explicada pelo aumento excessivo na pressão intra-abdominal gerada por este tipo de exercício, o que pode sobrecarregar os órgãos pélvicos, empurrando-os para baixo, ocasionando danos aos músculos responsáveis pelo seu suporte.
“A extensão desses danos vai até o enfraquecimento do assoalho pélvico prejudicando a função dessa musculatura que, além da perda de urina, pode levar a um problema de suporte, o que pode gerar o prolapso de qualquer órgão pélvico, como, por exemplo, a bexiga ou útero”, explica a fisioterapeuta pélvica Priscila Pschiski, proprietária da clínica Pelvic Funcional.
A incontinência urinária pode afetar até 50% das mulheres em alguma fase da vida. Esta prevalência pode chegar até 80% durante a prática esportiva em atletas que praticam atividade física de impacto, afirma a pesquisa, levando ao abandono da atividade para evitar constrangimento.
As fisioterapeutas da Pelvic Funcional chegam a atender cerca de 30 casos por mês de mulheres nestas condições. “É comum não somente em jump, mas em outras modalidades que exigem saltos, como, por exemplo, crossfit e kangoo. O impacto pode atingir até 12 vezes o peso corporal sobre a estrutura pélvica”, afirma Priscila.
A especialista diz que não é necessário abandonar a atividade física. O ideal é devolver a funcionalidade dos órgãos pélvicos para que a mulher faça o que mais gosta com segurança. Para isso, ela desenvolveu o Método Dra. Pelvic, um tratamento eficiente e exclusivo que se baseia em desenvolver os 5 C’s: consciência corporal; coordenação perineal e TRA (Transverso do abdômen); controle do diafragma; contração correta do assoalho pélvico e condicionamento físico e performance.
“Este método trabalha além da musculatura íntima, pois não basta só saber contrair e soltar, tem respiração envolvida, abdômen e posturas para serem realizadas e assim alcançar os resultados almejados”, explica a fisioterapeuta.
A incontinência urinária afeta seriamente a qualidade de vida da mulher. Além de prejudicar a autoconfiança e a autoestima, elas passam a não ter liberdade pois ficam dependentes de absorventes, costumam usar roupas mais escuras, e a região íntima fica forte odor, prejudicando o relacionamento conjugal. Isso abala o emocional e algumas precisam ser encaminhadas para psicólogos.






