Abadiânia completa 68 anos e aposta no desenvolvimento do turismo às margens do Lago Corumbá IV

Brasília, quarta-feira, 20 outubro, 2021

Abadiânia completa 68 anos e aposta no desenvolvimento do turismo às margens do Lago Corumbá IV

Foto: Vista do Lago Corumbá IV às margens do Escarpas Eco Parque. Crédito: Divulgação.


Atualizado em: 20 outubro, 2021

Em novo momento, a cidade tem fomentado o turismo náutico por meio dos empreendimentos às margens do lago

A cidade de Abadiânia celebra 68 anos neste dia 20 de outubro. De terra fértil para a exploração agrícola e pastoril presentes às margens do Rio Capivari e Córrego Caruru, a cidade foi povoada pelos habitantes de Corumbá de Goiás e de Minas Gerais, em 1874.

Dona Emeremciana, foi a primeira moradora e responsável por estar à frente das festividades religiosas após a construção de capela em louvor à santa. Ela recebeu em 1895 a doação de terrenos para o primeiro patrimônio, que recebeu o nome de “Posse”, em virtude do ato de posse. Já em 31 de dezembro de 1943 o povoado passou à condição de distrito do município de Corumbá de Goiás, tornando-se oficialmente Abadiânia em louvor à Nossa Senhora da Abadia, somente em 2 de janeiro de 1944. A cidade foi emancipada alguns anos depois, em 20 de outubro de 1953.

Atualmente tem uma população de quase 21 mil habitantes, com PIB Per Capita (2018) de R$ 16.132,95, que aposta no desenvolvimento turístico às margens do Lago Corumbá IV, localizado no importante eixo econômico Goiânia-Brasília. De acordo com o prefeito de Abadiânia, José Diniz, o desenvolvimento do lago tem sido muito importante ao estimular a economia da cidade por meio do turismo: “Com a arrecadação que o município está tendo através dos empreendimentos estamos conseguindo nos reerguer após o déficit que tivemos com a Casa Dom Inácio de Loyola, por conta do João de Deus”.

Segundo o prefeito, a expectativa é que com a ascensão do lago haja maior geração de empregos: “Temos visto uma movimentação maior em nossa cidade. Nosso objetivo principal é que possamos fomentar mais o turismo da região, fazer mais eventos em meio a natureza e acreditamos que, com esses empreendimentos às margens do lago, traga mais desenvolvimento para nosso município”.

Com a construção da Usina Hidrelétrica Corumbá IV, Abadiânia passou a ter 27,39 km² dos 173 km² da área alagada pelo reservatório da usina e agora volta seus investimentos ao desenvolvimento de projetos focados no turismo de aventura e lazer em parceria com a iniciativa privada. Empreendedores tem despertado o interesse na região, que está se consolidando como destino de segunda moradia e veraneio.

Abadiânia está entre as cidades que possuem participação territorial no lago, com 12 empreendimentos que já adquiriram licenciamento ambiental. Um deles é o Escarpas Eco Parque, a 105km de Goiânia, 130Km de Brasília e a 60km de Anápolis.

O empreendimento está dividido em 500 lotes de 500m² a 2.500m², cuja área mínima construída deve ser de 100m². Oferece aos futuros moradores, ambiente propício para ecoaventura, marina, clube e condomínio ecológico em um só lugar. Com praticamente todos os lotes já comercializados em três etapas de venda , a previsão para que as obras do complexo sejam totalmente concluídas é até março de 2024.

O Escarpas Eco Parque tem promovido a geração de empregos através da mão de obra especializada e terá um ciclo contínuo, já que após a comercialização dos loteamentos, haverá construção e manutenção dos imóveis, movimentando a economia local: “No caso do Escarpas, trata-se de um projeto que vai engrandecer muito toda a região. A sociedade já percebeu que são os empreendimentos que dão dinamismo à economia e trazem o progresso, valorizando o lugar e gerando empregos”, destaca o empresário Leandro Daher, diretor da Tropical Urbanismo, uma das incorporadoras envolvidas no projeto.

Saiba mais

Embora atualmente um dos principais pontos turísticos de Abadiânia seja o Lago Corumbá IV, a cidade ficou conhecida internacionalmente por sediar a Casa de Dom Inácio de Loyola, onde João Teixeira de Faria, o “João de Deus” realizava suas cirurgias espirituais sem anestesia. O declínio das atividades econômicas na cidade foi consequência do escândalo que envolveu o nome do líder espiritual e afastou os visitantes.

Dividida ao meio pela BR-060, a cidade tem o equilíbrio de ter de um lado hotéis, pousadas e restaurantes e o outro os turistas podem contemplar a calmaria e a natureza oriundas de uma cidade interiorana.

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