O abrigo contra o frio para a população em situação de rua na Asa Sul promoveu 3.390 acolhimentos no primeiro mês de funcionamento. O espaço foi aberto pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no dia 22 de maio para oferecer segurança e conforto aos cidadãos no período mais frio do ano. A estrutura tem capacidade máxima para 110 pessoas e funciona de domingo a domingo, das 19h30 às 6h, no ginásio do Centro Integrado de Educação Física (Cief), na 907 Sul.
A medida é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), conforme previsto no Plano Distrital para População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil. Outros locais serão abertos mediante demanda. Em 2024, os equipamentos temporários foram instalados no Plano Piloto, no Gama e em Ceilândia, com atendimento de mais de 8 mil pessoas.
“Desde o início desta temporada do abrigo contra o frio, recebemos homens, mulheres, pessoas trans, famílias, crianças, idosos, estrangeiros, indígenas e até animais”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “O abrigo é um espaço de cuidado emergencial, mas também de escuta e acolhimento. Cada pessoa que chega ali carrega uma história — e é por meio do vínculo que buscamos oferecer um novo caminho, como acesso a políticas públicas de qualificação, saúde, assistência social, entre outros.”
São oferecidos duas refeições (café da manhã e jantar), colchões e cobertores limpos para dormir, banho quente, kit higiene e casacos fornecidos pela Campanha do Agasalho Solidário, iniciativa da Chefia-Executiva de Políticas Sociais idealizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Os acolhidos também têm acesso a atendimento socioassistencial e são disponibilizadas duas tendas da Defesa Civil para crianças e mulheres. Os portões fecham às 22h ou conforme lotação.
Os acolhimentos iniciaram antes mesmo da chegada do inverno na capital federal. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação começou no dia 20 de junho, quase um mês após a abertura do abrigo. Para os próximos dias, a previsão do órgão é que as temperaturas em Brasília variem entre 13ºC e 27ºC
“Proteger quem está nas ruas durante o frio não é apenas uma medida emergencial, é uma ação de direitos humanos”, enfatiza o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. “O GDF tem atuado com firmeza e sensibilidade para assegurar que essas pessoas sejam vistas, respeitadas e acolhidas com dignidade. Esse trabalho reflete a política pública que defendemos: acolhimento com estrutura, humanidade e respeito às diferenças.”







