Agentes da Vigilância Ambiental levam informações e são essenciais no combate ao mosquito da dengue

Brasília, sexta-feira, 24 junho, 2022

Os agentes da Vigilância Ambiental visitam as residências uniformizados e portando crachá de identificação. Prestam serviços essenciais à saúde da população. Foto: Divulgação.

Fonte: ASCOM RAXVI

Atualizado em: 24 junho, 2022

O inverno chegou oficialmente nesta terça-feira (21). Com ele, clima seco e frio e pouca ou quase nada de chuva. Apesar da queda no número de pessoas com dengue em todo o Distrito Federal, este período é propício para o combate ao mosquito Aedes egypti e proteger ainda mais a população. A guerra contra a doença não pára no Distrito Federal, redobrando os esforços dos agentes da Vigilância Ambiental e dos outros órgãos que intensificam os trabalhos de vistoria, fumacê e, principalmente, divulgando ainda mais os cuidados para evitar focos de proliferação do mosquito.

Equipes da Vigilância Ambiental atuam em várias frentes, incluindo a conscientização e capacitação dos trabalhadores em construção civil. Os números comprovam. Atualmente, 1.300 profissionais da Vigilância Ambiental trabalham divididos em 15 núcleos de inspeção para fazer a cobertura de todas as regiões administrativas, de segunda a sexta-feira. Entre janeiro e junho, 1.711.598 imóveis foram inspecionados pelos agentes, que verificam a presença de depósitos de larvas ou do mosquito adulto.

As visitas em residências são instrutivas e eficazes, já que qualquer recipiente pode ser um depósito de larvas do mosquito, principalmente baldes sem tampa, vasilhas, pratos de plantas, pneus, calhas entupidas e caixas d’água destampadas. Os agentes recomendam aos moradores que limpem essas áreas pelo menos uma vez por semana, pensando na própria saúde e na comunidade. O ideal é descartar potes e outros objetos que podem acumular água e dedicar um momento na semana para limpar as áreas mais críticas, alertam os agentes.

Os moradores devem facilitar estas vistorias, já que os agentes portam identificação, estão uniformizados e prestam serviços de utilidade pública, além de sempre trazerem alguma informação ou orientação nova, que pode ajudar no combate ao mosquito.

Até 2021, as visitas eram restritas às áreas externas da casa, como quintais e garagens, devido à pandemia do novo coronavírus. Durante o ano passado, foram visitados 1,972 milhão de locais. Em 2022, o Ministério da Saúde voltou a permitir a entrada dos agentes no interior das residências, ou seja, nos quartos, banheiros e demais cômodos.

De janeiro e abril deste ano, 358.700 depósitos com larvas do Aedes aegypti foram identificados e
tratados com larvicidas ou descartados. O ciclo de vida do mosquito é dividido em quatro etapas: ovo, larva, pupa (estágio intermediário entre a larva e o adulto) e adulto. Os ovos da fêmea são depositados nas bordas dos recipientes e, ao terem contato com água limpa e parada, eclodem e se transformam em larvas. Em seguida, passam à fase da pupa, que dura cerca de 48 horas, e depois para a etapa adulta.