Crédito: Divulgação.
Atualizado em: 21 abril, 2023
Segundo a especialista em mercado cannabis Juliana Guimarães, o estímulo e o desenvolvimento da cannabis pode dar uma qualidade de vida maior para os brasileiros
Brasília celebra nesta sexta-feira (21) seus 63 anos de existência e, de acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Canabinoides (BRCANN), a capital federal é a unidade federativa com mais pacientes autorizados a utilizar cannabis medicinal proporcionalmente.
A cada 100 mil habitantes, 121,4 dos moradores da capital federal têm autorização para uso do medicamento. Esse número é mais que o dobro do segundo colocado, o Rio de Janeiro, com 69,9/100 mil habitantes.
São Paulo (62,4/100 mil habitantes) e Goiás (45,3/100 mil habitantes) também figuram entre os primeiros colocados. Enquanto isso, os estados do Norte e Nordeste são os que possuem menos pacientes utilizando a cannabis medicinal.
Em números absolutos, o DF é o quinto estado com mais autorizações de importação, com 3.756 pedidos aceitos em 2021. O primeiro lugar fica com São Paulo (29.127), seguido do Rio de Janeiro (12.101).
Segundo Juliana Guimarães, especialista em mercado cannabis, “o aumento no número de pacientes autorizados a utilizar a cannabis medicinal no Distrito Federal pode estar relacionado a uma maior conscientização e informação sobre as propriedades terapêuticas da planta, além de um possível avanço no acesso aos tratamentos com a substância”.
Desde 2015, a Anvisa já autorizou a comercialização nas farmácias de 15 produtos à base de cannabis.
Projeto de lei no DF
No início do ano começou a correr um projeto de lei (PL), onde pacientes do Distrito Federal que tenham prescrição médica para realizar tratamento à base de cannabis podem ganhar permissão para o cultivo e o processamento da planta. A proposta é do deputado distrital Gabriel Magno (PT). A lei busca garantir o direito do paciente para fazer o uso da terapia, além de expandir as pesquisas referentes à planta.
No projeto de lei, o parlamentar destaca que as associações que receberem autorização para o plantio devem contar, obrigatoriamente, com um profissional médico e farmacêutico para “indicação, acompanhamento e tratamento dos pacientes associados”. Essas entidades poderiam, ainda, realizar convênios e parcerias com instituições de ensino e pesquisas, “objetivando apoio para análise dos remédios, com a finalidade de garantir a padronização e segurança para o tratamento dos pacientes”.
Segundo Juliana, o estímulo e o desenvolvimento da cannabis pode dar uma qualidade de vida maior para os brasileiros. “O Brasil é expoente em produções científicas, então é importante que as pessoas tenham acesso e estudem é o caminho para que sejam possíveis novas descobertas, assim podendo contribuir para uma qualidade de vida maior para as pessoas”, explica.
A especialista ainda avalia positivamente o fato da cannabis ganhar espaço nos parlamentos. “O simples fato deste assunto estar sendo debatido novamente nos parlamentos, seja no nível distrital ou federal, pode facilitar muito para novas descobertas e novos estudos com a planta”, completa.
*Capital tem o primeiro Dispensário do país *
O primeiro dispensário do país está localizado em Brasília. A ideia é atender presencialmente todas as pessoas interessadas no lifestyle, em tratamentos médicos e terapêuticos com a cannabis, e no uso pessoal de produtos relacionados ao mercado canábico.
“A gente tem uma área de prestação de serviços ligada à cannabis medicinal, porque hoje já existem vários caminhos lícitos para acessar esse tipo de tratamento, com produtos à base de cannabis no Brasil. E o nosso time apresenta essas opções para as pessoas, para que elas tenham o acesso ao tratamento de forma mais fácil, fazendo isso conforme é o mercado regulado hoje”, explica Juliana Guimarães, que também é sócio-fundadora do ODispensário.
Por que Brasília?
Os co-fundadores do ODispensário escolheram a capital do país por ser a cidade com a maior quantidade de concessões de importação pela Anvisa para uso pessoal de produtos à base de cannabis.
Embora muitas pessoas façam quase todo o processo pela internet, buscando os médicos prescritores, as marcas que importam e que já estão nas farmácias, há uma parte do público que não tem acesso, mal saberiam por onde começar. Aí entram os serviços oferecidos pelos profissionais parceiros da área medicinal do ODispensário.






