Cerrado Cultural celebra parceria com arquitetos da CASACOR Brasília

Brasília, sexta-feira, 11 setembro, 2026

Créditos: Nina Quintana

Fonte: O Cara da Comunicação

Atualizado em: 11 setembro, 2026

Galeria reuniu profissionais e seus convidados em evento exclusivo para celebrar projetos que
resultaram em 59 obras de arte expostas em quatro ambientes da mostra 2026

Existe um consenso entre grandes nomes do design: a arquitetura constrói o corpo de um ambiente, mas é a arte que lhe confere alma. Essa sinergia, que transforma paredes brancas em narrativas visuais e espaços vazios em lugares de contemplação, foi o fio condutor de uma noite especial promovida pela Cerrado Cultural. Na última terça-feira (8), a galeria abriu suas portas para uma recepção petit comité que celebrou a parceria com quatro arquitetos que assinam ambientes na CASACOR Brasília 2026.

Para um seleto grupo de cerca de 50 convidados, a noite foi de celebração e agradecimento. Entre os presentes, as diretoras da CASACOR Brasília, Moema Leão e Eliane Martins, prestigiaram o evento, que marcou a parceria com os profissionais e a presença de 59 obras de arte cedidas pela galeria para os projetos de Miguel Gustavo, Bruno Pessoa, Walléria Teixeira e Eduardo Abdo.

O galerista Lúcio Albuquerque, anfitrião da noite, destacou o poder dessa união. “Para além do investimento, a obra dá uma certa exclusividade àquele ambiente. O mobiliário é feito com uma tiragem maior, já a obra de arte é única. O que dá destaque e sensação de exclusividade é exatamente a obra de arte”, reflete. Lúcio pontuou ainda o momento de celebração da parceria: “São áreas completamente afins. Esse ano tivemos a grata surpresa de que duas capas, entre as seis revistas oficiais do evento, foram com arquitetos que estamos apoiando. Essa celebração é justamente para agradecer aos profissionais”.

 

A arte como extensão da personalidade

Passear pelos quatro ambientes que contam com a curadoria da Cerrado Cultural na mostra é experimentar diferentes formas de integrar arte e arquitetura. No Living Carbon (50 m²), o arquiteto Eduardo Abdo fez da arte um dos eixos do projeto, construído a partir da memória afetiva de suas avós.

 

O espaço exibe 24 obras, sendo quatro esculturas e 20 pinturas, reunindo trabalhos de Diego Bresani, Fábio Baroli, Helô Sanvoy, Elder Rocha, Siron Franco, Virgílio Neto, Valéria Pena-Costa, David Almeida, Alice Lara, Matias Mesquita, Humberto Espíndola e Adriana Vignoli, além de esculturas assinadas por Luiz Mauro, Iêda Jardim e pela própria Adriana Vignoli. O ambiente conta ainda com peças do acervo familiar e da homenageada, a artista plástica Terezinha Abdo Tavares.

 

“Nós precisávamos de um parceiro que apreciasse e fizesse parte da história da arte tanto quanto a gente. Fomos muito felizes numa curadoria que durou três meses, garimpando artistas incríveis”, revela Abdo, ressaltando o impacto dessa escolha. “A obra de arte traz vida e é uma extensão da personalidade do cliente. Ela tem o poder de ir mudando com o tempo; com a sua própria evolução, você consegue ir tendo uma evolução também do espaço.”

 

No Living Entre Tempos – Midea (80 m²), Walléria Teixeira apostou em elementos naturais, tons terrosos e no design de Jader Almeida para criar um refúgio de contemplação. O toque de sofisticação fica por conta das 11 obras selecionadas, sendo quatro esculturas e sete pinturas, com trabalhos de Nuno Ramos, Raylton Parga, Divino Sobral e Lais Myrrha, pontuados pela tridimensionalidade das esculturas de José Bento.

 

“Eu acho que, se você prestar atenção, o espaço é muito simples. Mas o que aparece? O bom design no mobiliário e a boa obra de arte que está na parede. A obra de arte vestiu o espaço”, define a arquiteta. “A Cerrado só vem agregar no mercado.”

 

O encontro do contemporâneo com o regional

 

O contraste de materialidades dá o tom no Construtopia – Espaço Brasal (135 m²), assinado por Bruno Pessoa, à frente do Studio Ark. Combinando o conforto de um carpete amarelo com a frieza sofisticada do aço inox, o arquiteto utilizou 12 obras de arte para criar narrativas visuais. As paredes e bases ganham vida com telas de Adriana Vignoli, Siron Franco, José Bechara, Matias Mesquita, Virgílio Neto, Nuno Ramos, Helô Sanvoy, Vanderlei Lopes e Estêvão Parreiras, em diálogo com as esculturas de Farnese de Andrade e Nuno Ramos.

 

“Eu costumo dizer que nos meus projetos as paredes têm que ser brancas, porque é através delas que você coloca as obras para contar histórias”, explica Bruno. “Eu admiro muito o trabalho da Cerrado de alavancar e valorizar a arte regional, de fazer esse mix de artistas consagrados e novos no mercado. A arte tem o poder socioeconômico de mostrar o que aconteceu na sociedade de uma forma visual e dramática.”

 

A tecnologia e a conectividade, por sua vez, ditam o ritmo do Office Claro (165 m²), projetado por Miguel Gustavo. O ambiente corporativo fluido e sustentável ganha contornos de galeria particular com as 12 peças escolhidas, sendo cinco esculturas e sete pinturas. O talento de Siron Franco e Talles Lopes está presente nas telas, enquanto o ambiente ganha contornos esculturais através das obras de José Bento e Waltércio Caldas.

 

“Quando eu me encontrei com a Cerrado nesse processo, foi uma surpresa maravilhosa. Ela sempre soma, deixando o meu espaço cada vez mais surpreendente”, comemora o arquiteto e designer de interiores. Para Miguel, a fusão entre funcionalidade e estética é um caminho sem volta. “O mundo atual precisa disso. As pessoas têm que estar conectadas até para poder entender a arte. Para quem está começando no mercado, é importantíssimo poder vir ‘comer’ a arte”, finaliza.

 

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Serviço:

Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília – DF

Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h

Gratuita – Siga @cerrado.galeria