A cozinha é o coração, mas a gestão é o que faz o negócio respirar

Brasília, quarta-feira, 7 janeiro, 2026

Autor
Leninha Camargo

Leninha Camargo cresceu entre panelas, histórias e uma curiosidade incansável pelo que faz um negócio gastronômico dar certo. Ao longo da carreira, passou da cozinha para a gestão, da criação para a estratégia, e descobriu seu verdadeiro talento: transformar empreendimentos que nascem do sabor em marcas que sobrevivem pelo método. Hoje, como chef consultora, mentora e apresentadora, une técnica, experiência e visão de mercado para ajudar empreendedores a tirarem sonhos do papel e conduzirem operações que realmente funcionam. Nesta coluna, compartilha bastidores, aprendizados e as estratégias que fazem a gastronomia prosperar — com verdade, clareza e propósito.



Atualizado em: 7 janeiro, 2026

🍽️ Empreender com Sabor

Por Leninha Camargo
Especialista em Empreendedorismo Gastronômico 

Existe uma verdade silenciosa que ainda passa despercebida por grande parte dos empreendedores gastronômicos: a cozinha pode até ser o coração, mas é a gestão que garante que o negócio respire, se mova e permaneça vivo.

Na cozinha, tudo pulsa. Ali nascem os aromas que emocionam, as texturas que surpreendem, os pratos que contam histórias. É um território sagrado, criativo, inquieto — o grande palco onde a gastronomia acontece. Mas, por melhor que seja esse palco, ele não sustenta sozinho o espetáculo.

E esse é o ponto onde muitos negócios escorregam.

Todos os dias eu encontro operações com comida brilhante, técnica impecável, chefs apaixonados e clientes fiéis. Restaurantes que encantam no salão, emocionam no prato… e mesmo assim lutam para fechar o mês sem sufoco. Quando mergulho nos bastidores, quase sempre descubro a mesma raiz do problema: a gestão não está estruturada para sustentar o sonho que acontece dentro da cozinha.

Gestão não é burocracia. É estratégia.
É o que separa uma ideia promissora de um negócio durável.

Gestão é saber o custo real — não aproximado — de cada prato.
É entender onde o processo trava, onde o tempo se perde e onde o dinheiro escorre.
É treinar equipe com método, não com improviso.
É reduzir desperdícios sem comprometer qualidade.
É negociar com inteligência, não com urgência.
É preservar margens saudáveis mesmo em um mercado competitivo.
É desenhar cardápios que vendem, que conversam com o operacional e dialogam com o financeiro.

É gestão que evita rupturas.
É gestão que previne decisões impulsivas.
É gestão que transforma paixão em sustentabilidade e talento em crescimento.

A gastronomia é movida por emoção, sim, mas sobrevive pela estrutura.
E quando esses dois pilares — coração e respiração — trabalham em harmonia, o negócio encontra ritmo, equilíbrio e longevidade.

Porque, no fim, o prato pode até ser a estrela, mas é a gestão que mantém o espetáculo em cartaz.

Agora, fica o convite: se você deseja transformar sua paixão em uma operação sólida, estruturada e rentável, dê o próximo passo. Conheça a Cozinha de Negócios, onde seu sonho vira operação.www.cozinhadenegocioshub.co