CMV sem mistério: o número que define se seu negócio vive ou morre

Brasília, domingo, 3 maio, 2026

Autor
Leninha Camargo

Leninha Camargo cresceu entre panelas, histórias e uma curiosidade incansável pelo que faz um negócio gastronômico dar certo. Ao longo da carreira, passou da cozinha para a gestão, da criação para a estratégia, e descobriu seu verdadeiro talento: transformar empreendimentos que nascem do sabor em marcas que sobrevivem pelo método. Hoje, como chef consultora, mentora e apresentadora, une técnica, experiência e visão de mercado para ajudar empreendedores a tirarem sonhos do papel e conduzirem operações que realmente funcionam. Nesta coluna, compartilha bastidores, aprendizados e as estratégias que fazem a gastronomia prosperar — com verdade, clareza e propósito.



Atualizado em: 3 maio, 2026

 

🍽️ Empreender com Sabor

Por Leninha Camargo
Especialista em Empreendedorismo Gastronômico 

Se existe um número capaz de revelar a saúde de um negócio gastronômico, esse número é o CMV — Custo de Mercadoria Vendida.

Ele é simples de entender, mas poderoso o suficiente para determinar se você está lucrando, empatando… ou perdendo dinheiro sem perceber.

E a verdade é dura, mas libertadora:

quem não controla CMV não controla o próprio negócio.

O CMV é como o batimento cardíaco da operação. Ele mostra o quanto você realmente gasta para produzir o que vende. E é isso que define margem, preço, desperdício, viabilidade e até a sobrevivência do negócio.

Vamos direto ao ponto:

 

1. CMV alto não é azar — é falta de controle

 

Quando o CMV dispara, geralmente é porque algo está errado na base:

✔️ ficha técnica inexistente ou incompleta

✔️ compras sem padrão

✔️ estoque desorganizado

✔️ desperdício invisível

✔️ porcionamento inconsistente

✔️ quebras não registradas

CMV não sobe de um dia pro outro. Ele sobe em silêncio.

 

 

2. Ficha técnica é o alicerce de tudo

 

Sem ficha técnica, você não sabe o custo real.

Sem custo real, você não sabe a margem.

Sem margem, você não tem negócio.

Ficha técnica não é papel: é gestão.

 

 

3. Estoque é dinheiro parado — ou dinheiro vazando

 

Estoque sem controle vira perda, vencimento, desperdício, quebra e produtos sumindo.

É impossível ter CMV ajustado sem controle de estoque diário ou semanal.

 

 

4. Compras precisam de estratégia, não improviso

 

Fornecedor bom não é o mais barato:

é o mais constante, confiável e com qualidade estável.

Quem compra certo… controla o CMV antes dele subir.

 

 

5. Treinamento da equipe é fundamental

 

Uma equipe que sabe porcionar, pesar, armazenar e registrar corretamente reduz seu CMV imediatamente.

Treinamento paga a si mesmo — e muito rápido.

 

6. CMV não é apenas número: é comportamento

 

Se você mede, você melhora.

Se você acompanha, você controla.

Se você ignora, ele te corrói.

Empreendimentos que vivem no azul são aqueles que tratam o CMV como prioridade, não como obrigação burocrática.

 

Conclusão

 

CMV não é mistério.

É gestão pura.

E quando você domina esse número, domina também seu resultado, sua margem e o futuro do seu negócio. E se você quer transformar o seu talento em negócio, sua cozinha em operação e sua paixão em resultado, conheça a Cozinha de Negócios — onde seu sonho vira operação. www.cozinhadenegocioshub.com