Atualizado em: 1 outubro, 2025
Já imaginou um “remédio” capaz de reduzir em até 25% o risco de desenvolver câncer de mama? Ele existe, é gratuito, não tem efeitos colaterais e ainda fortalece o coração, melhora o humor e aumenta a qualidade de vida. O nome dele? Atividade física.
Outubro Rosa: informação que salva
Outubro é o mês do Outubro Rosa, movimento internacional de conscientização sobre o câncer de mama. E, embora muito se fale sobre diagnóstico precoce, pouca gente sabe que o simples hábito de se exercitar pode reduzir em até 25% o risco da doença.
Pesquisas internacionais que analisaram 73 estudos mostram que mulheres ativas têm, em média, 25% menos chance de desenvolver câncer de mama do que as sedentárias. No Brasil, dados do Ministério da Saúde vão além: cerca de 30% dos casos de câncer podem ser evitados com hábitos saudáveis, incluindo a prática regular de exercícios.

O que acontece no corpo
Mover-se gera uma revolução interna. O exercício reduz os níveis de estrogênio e progesterona — hormônios relacionados ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer de mama — e aumenta a produção de proteínas que neutralizam sua ação. Além disso, combate a inflamação silenciosa, fortalece o sistema imunológico e ajuda a manter o corpo em equilíbrio.

E há outro ponto importante: mulheres com sobrepeso ou obesidade se beneficiam ainda mais da prática, com reduções de risco superiores às de mulheres com peso normal.
Quanto é suficiente?
Não é preciso ser atleta para colher benefícios. As recomendações são simples:
• 150 minutos de atividade moderada por semana (cerca de 30 minutos, 5 vezes na semana)
• ou 75 minutos de atividade vigorosa (menos de 15 minutos por dia).
Vale caminhar no parque, dançar, pedalar, nadar, praticar pilates ou correr. É possível também combinar intensidade: duas caminhadas e uma corrida curta já fazem diferença.
Benefícios também para quem já enfrentou a doença
Para mulheres que passaram pelo câncer de mama, o exercício é ainda mais valioso. Ele reduz efeitos colaterais do tratamento, acelera a recuperação, diminui as chances de recidiva e devolve autoestima. A corrida, por exemplo, ajuda na mobilidade após a mastectomia e contribui para a reconstrução da imagem corporal.
Movimento é prevenção
Hoje, prevenção não é só evitar doenças: é investir em qualidade de vida. Exercitar-se é um investimento de baixo custo e alto retorno, que protege contra o câncer e melhora o bem-estar físico e emocional.
E a melhor parte: não é sobre perfeição, mas sobre consistência. Pequenos gestos contam — caminhar até a padaria, subir escadas, dançar enquanto arruma a casa.
Cada passo é um ato de cuidado. Que o seu primeiro seja hoje.

📷 Rodrigo Gambarine



