Crédito: Aeroporto Bsb - Divulgação
Fonte: da redação PLS
Atualizado em: 8 julho, 2026
A Flying Run Sunset retorna para sua 4ª edição com 3 mil atletas correndo ao pôr do sol em cenário único — enquanto aviões decolam na pista ao lado
O Cenário Impossível que Virou Realidade
No dia 2 de agosto de 2025, enquanto a maioria das cidades oferece parques e ruas para seus corredores, Brasília fará algo radicalmente diferente: transformará uma pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional em um circuito de corrida.
Três mil atletas correrão 7km, 14km ou 21km em um cenário que desafia a lógica urbana convencional. A pista tem 3,4 quilômetros de extensão e 45 metros de largura — o que significa que quem corre 7km completa uma volta inteira, enquanto os maratonistas percorrem três voltas completas sob o pôr do sol.
Mas aqui está o detalhe que torna tudo mais impressionante: os voos continuam acontecendo normalmente. Enquanto os corredores ocupam uma pista, a outra segue com suas operações aéreas intactas. Não há caos, não há atrasos. Apenas dois mundos coexistindo no mesmo espaço.
A Lógica por Trás do Impossível
A Inframerica, administradora do terminal brasiliense, conseguiu resolver um quebra-cabeça que parecia insolúvel: como usar infraestrutura aeroportuária para um evento de massa sem comprometer operações críticas?
A resposta está na geometria. Com duas pistas disponíveis, a solução é simples em teoria, mas complexa na execução: segregação total. Uma pista para aviões. Uma pista para corredores. Sem sobreposição, sem risco.
Rogério Coimbra, Diretor comercial e de assuntos corporativos da Inframerica, resume a proposta em uma frase que revela a ambição do evento:
“Os participantes terão a oportunidade de vivenciar uma experiência inesquecível, correndo durante o pôr do sol em um cenário exclusivo. A Flying Run Sunset é uma excelente oportunidade para atletas de todos os níveis testarem seus limites em uma pista plana, em meio às aeronaves.”
Tradução: isso não é apenas uma corrida. É um espetáculo de contraste — o humano contra a máquina, a velocidade do corpo contra a velocidade do avião, tudo acontecendo simultaneamente.
Os Números Que Revelam Crescimento
A Flying Run não é um evento novo. Já são quatro edições, e cada uma deixa pistas sobre como Brasília está abraçando essa ideia radical.
- 3 mil atletas esperados para 2025
- Três distâncias oferecidas (7km, 14km, 21km) — inclusão de todos os níveis
- Prêmios para os 6 primeiros colocados em cada categoria de gênero
- Edições anteriores com presença de caças Gripen da Força Aérea Brasileira anunciando a largada
O crescimento não é apenas em números. É em sofisticação do evento. A primeira edição tinha aquecimento na arena e DJ. A edição de 2024 introduziu a “Flying Party” — um encerramento na Praça Pick Up com banda ao vivo e preços especiais nos estabelecimentos comerciais.
Pergunta provocativa: Se um aeroporto consegue organizar uma corrida de 3 mil pessoas sem comprometer operações aéreas, por que outras cidades ainda tratam eventos esportivos como calamidades logísticas?
O Detalhe Invisível: Sustentabilidade em Ação
Aqui é onde a Flying Run revela sua verdadeira sofisticação. Não é apenas um evento de corrida. É um laboratório de responsabilidade social.
Nas edições anteriores:
- Descarte de lixo: informações sobre reciclagem foram distribuídas aos corredores
- Alimentos não consumidos: doados ao projeto Educamar, beneficiando crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social
- Banners reutilizados: transformados em ecobags sustentáveis pela ONG “Modelando a Vida” (mulheres costureiras de Ceilândia, Taguatinga e Riacho Fundo) — 100% da renda revertida para o grupo
Isso não é greenwashing. É economia circular em ação. Cada elemento do evento tem uma segunda vida. Cada resíduo tem um destino. Cada parceria tem um impacto mensurável.
O contraste: enquanto muitos eventos esportivos deixam rastros de lixo e desperdício, a Flying Run prova que é possível escala com responsabilidade.
A Experiência Além da Corrida
A Flying Run entendeu algo fundamental: correr é apenas o começo.
Durante o evento:
- Arena com atividades
- Espaços instagramáveis (porque em 2025, a experiência não é completa sem a foto)
- Largada anunciada por um caça Gripen (adrenalina pura)
Após a corrida:
- Flying Party na Praça Pick Up (a partir das 18h)
- Banda ao vivo
- Preços especiais nos estabelecimentos comerciais
- Massagem e confraternização
A mensagem é clara: não estamos vendendo uma corrida, estamos vendendo uma memória. Uma história que o atleta contará para amigos. Uma experiência que justifica o esforço.
Como Participar (E Por Que Deveria)
Data: 2 de agosto de 2025
Horário: largadas a partir das 16h45
Local: Aeroporto de Brasília
Distâncias: 7km, 14km, 21km
Inscrições: aplicativo TFSports
Quem organiza:
- Aeroporto de Brasília + Nosotros Live Marketing
- Apresentação: Governo Federal do Brasil
- Patrocínio: TFSports e Track & Field
- Apoio institucional: Força Aérea Brasileira
Por que participar:
- Cenário único no Brasil — correr em uma pista de pouso é raro
- Pista plana — sem subidas, ideal para bater recordes pessoais
- Pôr do sol — o timing é perfeito para uma experiência visual memorável
- Inclusão — três distâncias para todos os níveis
- Responsabilidade social — seu evento contribui para projetos comunitários
O Que Isso Diz Sobre Brasília
A Flying Run é mais do que um evento esportivo. É um indicador de maturidade urbana.
Cidades que conseguem usar sua infraestrutura de forma criativa — transformando aeroportos em palcos, pistas de pouso em circuitos — são cidades que pensam além do óbvio. Que veem oportunidades onde outros veem apenas restrições.
Brasília, historicamente conhecida por sua arquitetura monumental e planejamento rígido, está provando que também sabe ser ousada, inclusiva e responsável.
A Flying Run Sunset 2025 é o convite. A questão agora é: você vai correr?






