Da sala de aula às reuniões de trabalho: por que o medo de falar em público acompanha tantas pessoas?

Brasília, sexta-feira, 16 outubro, 2026

Fonte: Etcetera Comunicação

Atualizado em: 16 outubro, 2026

O receio do julgamento, a falta de prática e as dificuldades com a linguagem corporal podem comprometer apresentações e oportunidades profissionais, explica a mentora em oratória e jornalista Marina Figueiredo

Quem nunca sentiu o coração acelerar ao precisar falar em público? A voz trêmula, as mãos suadas, o esquecimento repentino do conteúdo e a sensação de estar sendo observado e julgado são experiências que fazem parte da trajetória de muitas pessoas, da infância à fase adulta. Para muitas pessoas, o desconforto não termina com a vida escolar e anos depois, os mesmos sentimentos reaparecem na universidade, reuniões de trabalho, entrevistas de emprego, apresentações de projetos e até em conversas cotidianas.

Para a jornalista e mentora em oratória, Marina Figueiredo, que atua há 23 anos na área de comunicação, uma das principais razões para essa insegurança está na falta de familiaridade com situações de exposição. Fundadora da Fluir Oratória, ela explica que o receio do julgamento pode transformar uma situação aparentemente simples em um grande desafio.

“É natural sentirmos insegurança diante daquilo que não fazemos com frequência. Ninguém aprende a dirigir apenas com aulas teóricas, assim como ninguém desenvolve uma comunicação segura apenas estudando técnicas de oratória. É preciso experimentar, errar, repetir e praticar. O problema é que muitas pessoas passam a vida evitando situações em que precisam falar diante dos outros e, quanto menos praticam, mais desconfortáveis se sentem”, explica.

Embora a comunicação esteja presente em praticamente todas as atividades humanas, falar diante de outras pessoas continua sendo um desafio. E não necessariamente por falta de conhecimento. Profissionais altamente qualificados, com domínio de suas áreas de atuação, podem encontrar dificuldades para organizar pensamentos, expressar opiniões, defender argumentos ou transmitir informações de maneira clara e convincente.

O medo do julgamento pode ser maior que a dificuldade de falar

Segundo Marina – especialista em Neuromarketing e Neurobranding pela PUC-PR e Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), além de possuir formação Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) -, um dos principais obstáculos à comunicação é o receio da avaliação alheia. O medo de esquecer uma palavra, cometer um erro, parecer despreparado ou ser considerado incapaz pode levar as pessoas a evitar situações em que precisariam se posicionar.

Na escola, isso pode aparecer na resistência em apresentar trabalhos ou participar de debates. Na vida profissional, manifesta-se quando alguém prefere permanecer em silêncio durante uma reunião, evita fazer perguntas ou deixa de compartilhar uma boa ideia por receio da reação dos colegas.

“Muitas vezes, a pessoa sabe exatamente o que gostaria de dizer, mas começa a imaginar o que os outros vão pensar. Será que vão perceber meu nervosismo? Será que vou falar alguma bobagem? Será que vão me julgar? Essa preocupação excessiva com a própria imagem acaba desviando a atenção da mensagem que deveria ser transmitida”, observa.

Marina Figueiredo destaca que a segurança na comunicação não depende da ausência completa de nervosismo. O objetivo é aprender a lidar com essas sensações para que elas não impeçam a pessoa de se expressar. Para algumas pessoas, entretanto, esse receio ultrapassa o nervosismo habitual. O medo intenso de falar em público é conhecido como glossofobia e pode provocar sofrimento significativo, ansiedade antecipatória, sintomas físicos e comportamentos de evitação.

Com formação em PNL, a jornalista também chama a atenção para a influência dos pensamentos antecipatórios na comunicação. Nessa abordagem, observa-se como as representações mentais e o diálogo interno podem estar relacionados à maneira como uma pessoa vivencia determinada situação. “Às vezes, antes mesmo de começar uma apresentação, a pessoa já imaginou que vai esquecer tudo, que será criticada ou que passará vergonha. Na PNL, trabalhamos a percepção dessas experiências subjetivas e a forma como cada pessoa interpreta uma situação. Identificar esses pensamentos é um primeiro passo para desenvolver uma relação mais consciente com a comunicação”, explica.

Sobre a Fluir Oratória

Idealizada pela jornalista e mentora Marina Figueiredo, a FLUIR é uma metodologia de desenvolvimento da comunicação que reúne técnicas de oratória, expressividade, argumentação, improviso e comunicação interpessoal. As aulas combinam teoria e prática, com dinâmicas individuais e coletivas voltadas ao desenvolvimento da confiança, da naturalidade e da capacidade de se expressar em diferentes situações pessoais e profissionais.

Assessoria de Imprensa: Etcetera Comunicação

(61) 99170-0606 – marina@etccomunica.com.br