Foto: Monster Jam. Crédito: Divulgação.
Fonte: da redação PLS
Atualizado em: 27 fevereiro, 2026
O Monster Classics chega ao Clube do Choro neste sábado com uma promessa ousada, e um repertório de 70 anos de história do rock para sustentá-la
O rock nunca foi apenas música. É memória, identidade e, para muitos, a trilha sonora de uma vida inteira. Neste sábado, 28 de fevereiro, a partir das 20h, o Clube do Choro de Brasília recebe o Monster Classics – Uma Noite com os Maiores Hinos do Rock, espetáculo produzido pela banda Monster Jam com a ambição declarada de entregar o melhor show de classic rock já visto na capital federal. Ingressos a partir de R$ 40.
De Chuck Berry a Guns N’ Roses: 70 Anos em um Único Palco
A proposta é, no mínimo, corajosa. Em uma só noite, o Monster Classics se propõe a percorrer toda a espinha dorsal do rock mundial.
A jornada começa na origem do gênero, com Elvis Presley e os primeiros acordes que mudaram a cultura ocidental. De lá, o espetáculo avança por The Beatles e Led Zeppelin, atravessa o universo épico de Queen, mergulha na energia visceral de Kiss e Iron Maiden, e ainda para nas atmosferas melancólicas de The Police, The Cure e The Smiths.
Não falta o peso. Van Halen, Metallica e Guns N’ Roses também entram no setlist — cada um representando uma era e um estado de espírito distintos do rock.
E para quem cresceu com o rádio brasileiro ligado, há um set especial dedicado ao Rock Brasil: os hinos que, mesmo em português, soaram tão universais quanto qualquer clássico do exterior.
São, aproximadamente, sete décadas de história musical condensadas em uma única apresentação.
A Banda: Músicos Que Respeitam os Originais
Quem executa esse repertório ambicioso é a Monster Jam, formação já reconhecida no circuito de Brasília por sua fidelidade aos arranjos e pela entrega no palco. O grupo é composto por:
- César F. – vocal
- Victor Andrade – guitarra e voz
- Henrique Máximo – teclados e piano
- Stive Canavarro – baixo e voz
- Alan Diego – bateria e programações
Cinco músicos. Uma premissa: não apenas tocar as músicas, mas recriar a essência dos originais — com “arranjos fiéis que respeitam de verdade a essência dos grandes clássicos”, como define a própria banda.
É uma diferença sutil, mas crucial. Tocar Bohemian Rhapsody é uma coisa. Fazer o público sentir que está em um show do Queen é outra completamente diferente.
O que Está em Jogo: Saudade ou Descoberta?
Há dois públicos em um show de classic rock. O primeiro vai para reviver. São aqueles que viram Led Zeppelin no rádio antes de entender o que estavam ouvindo, que gravaram fitas K7 com músicas do Metallica, que compraram camiseta de banda antes de saber tocar um acorde.
O segundo vai para descobrir. São os mais jovens, que chegaram ao rock pelos algoritmos do Spotify ou pelo pai que deixava o vinil rodando na sala.
Para ambos, o Monster Classics oferece algo que nenhuma playlist entrega: a experiência coletiva de cantar junto, no escuro, com estranhos que conhecem cada nota da mesma música que você.
Isso é o que o Clube do Choro receberá neste sábado.
O Clube do Choro como Palco do Rock
Há uma ironia elegante em ver um show de rock pesado num espaço que carrega no nome a tradição do choro brasileiro. Mas o Clube do Choro de Brasília, no Eixo Monumental, é um dos venues mais versáteis e bem equipados da cidade — capacidade sonora e estrutura de palco que atendem bem ao volume e à teatralidade que o rock exige.
Para a Monster Jam, a escolha do espaço é também uma declaração: o Monster Classics não é um show de boteco. É um espetáculo.
O Rock Segue Vivo — e Está Custando R$ 40
Em um mercado de entretenimento onde ingressos para shows internacionais facilmente ultrapassam R$ 500, o Monster Classics cobra R$ 40 no Lote 1 e R$ 50 no Lote 2. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Clube do Choro e em bilheteriadigital.com.
É o preço de um lanche. Pelo preço de um lanche, o público de Brasília pode passar a noite inteira dentro da história do rock.
A pergunta que fica não é “vale a pena?”. É: quantas dessas noites ainda vamos ter?







