Dia Internacional do combate ao Câncer na Infância: o retinoblastoma corresponde de 2,5 a 4% das neoplasias pediátrica

Brasília, segunda-feira, 14 fevereiro, 2022

Crédito: Divulgação.


Atualizado em: 14 fevereiro, 2022

O diagnóstico precoce está relacionado a 90% de chance de cura.

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Dia Internacional do combate ao Câncer na Infância: o retinoblastoma corresponde de 2,5 a 4% das neoplasias pediátrica

O diagnóstico precoce está relacionado a 90% de chance de cura.

Dia 15 de fevereiro é celebrado o Dia Internacional do Câncer Infantil, uma forma de aumentar a conscientização sobre a doença. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o retinoblastoma é o tumor intraocular mais comum da infância e corresponde a 2,5 a 4% de todas as neoplasias pediátricas, número muito alto comparado à Europa e aos Estados Unidos.

A oftalmopediatra do CBV-Hospital de Olhos Karla Delalibera explica que o retinoblastoma “é um câncer que acomete o olho e é mais comum em crianças pequenas de até os quatro anos de idade”. A doença pode ocorrer em um ou nos dois olhos e resulta na leucocoria, uma espécie de reflexo branco nos olhos.

Karla ressalta os principais sintomas da doença:

• Reflexo branco na pupila: já viu que quando você tira uma foto aparece um reflexo vermelho nos olhos? Isso é normal. Mas, se o reflexo que aparece é branco, é preciso ficar atento porque pode ser indícios da doença;
• Estrabismo (olho torto);
• Pupila constantemente dilatada;
• Dor nos olhos;
• Vermelhidão na parte branca dos olhos.

“Quanto mais cedo o retinoblastoma for diagnosticado pelo oftalmopediatra, maiores as chances de cura”, explica Karla. Isso porque 90% dos pacientes que descobrem o tumor cedo conseguem se curar por meio da quimioterapia, radioterapia e práticas oftalmológicas.

Por isso, é importante que os pais se atentem aos primeiros sinais que podem manifestar nas crianças, como mencionado acima. E ainda “todos os bebês após o nascimento devem realizar o teste do olhinho e repeti-lo com certa frequência até os 4 anos de idade, faixa etária mais atingida pelo tumor”, finaliza a oftalmopediatra.