Dia Mundial Sem Tabaco: descubra por que o cigarro é um inimigo da saúde do coração

Brasília, terça-feira, 24 maio, 2022

Dia Mundial Sem Tabaco: descubra por que o cigarro é um inimigo da saúde do coração

Crédito: Divulgação.


Atualizado em: 24 maio, 2022

A data celebrada em 31 de maio mostra como a prática é responsável por mais de 8 milhões de mortes ao ano e cerca de 25% dos óbitos por câncer mundialmente

No dia 31 de maio é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco, uma forma de chamar a atenção para um hábito muito agressivo à saúde. No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 443 pessoas morrem a cada dia por causa do tabagismo, sendo que mais de 125 bilhões de reais são gastos pelo sistema de saúde, com impacto na economia do país, devido aos danos produzidos à saúde do cidadão. Segundo o instituto, mais de 161.853 mortes anuais poderiam ser evitadas.

Responsável por elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca, o tabaco aumenta o risco de surgimento de diversas outras doenças cardiovasculares, sendo as mais comuns a angina e o infarto. “O cigarro está entre os principais fatores que causam as doenças cardiovasculares, pois suas substâncias tóxicas agridem o endotélio – parede de células que recobre os vasos sanguíneos. Ao danificar essa estrutura, aumenta o risco de causar infarto ou AVC”, explica o cardiologista intervencionista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Ernesto Osterne.

Outro dano acontece no mecanismo de contração e relaxamento do coração. Os efeitos do fumo geram maior dificuldade no bombear, comprometendo a circulação do sangue pelo corpo. Um único cigarro é capaz de contrair todos os vasos sanguíneos. O fumo também faz acelerar um processo conhecido como oxidação do colesterol, favorecendo a formação da placa de aterosclerose, que é estopim para o infarto.

Quem convive com um fumante também corre o risco de ter doenças cardiovasculares, pois segundo diversos estudos, conviver com quem fuma afeta o coração, além de aumentar em até duas vezes o risco de câncer. Segundo o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares e o câncer têm o tabagismo como importante fator de risco, eles foram as principais causas de óbitos atribuíveis ao tabaco no país nos últimos anos.

Para quem deseja parar de fumar, o Dr. Ernesto comenta que há tratamento para auxiliar, porém é muito importante que o paciente tenha consciência de que o cigarro faz mal. “O sucesso do tratamento do tabagismo está associado à mudança de comportamento. A abordagem é feita por equipe multidisciplinar, que pode ou não fazer uso de medicamentos, que é uma parte do processo, e não tem caráter decisivo para a abstinência, eles apenas auxiliam na redução da síndrome de abstinência nas primeiras semanas sem fumar”, conclui.

Cigarros x Cigarros eletrônicos

Em meio à discussão se deve ou não ser aprovado o uso dos cigarros eletrônicos no país, intitulados ‘vaper’, a Associação Médica Brasileira (AMB), no início do mês de maio, junto com 46 entidades médicas, publicou um documento que alerta os brasileiros sobre o uso do eletrônico, já que os mesmos são proibidos no Brasil há mais de dez anos.

Segundo o documento, os profissionais de saúde consideram os cigarros eletrônicos ainda mais perigosos do que os cigarros comuns. No estudo publicado em 2021, pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), é possível constatar que, no cigarro eletrônico, existe uma concentração muito maior de nicotina do que nos cigarros tradicionais. O fato é que, a quantidade de nicotina contida no cigarro eletrônico faz com que exista menor irritação ao inalar o vapor, isso faz com que a pessoa use o produto várias vezes por dia, e leva a uma dependência muito maior. Ainda de acordo com o estudo, diferentemente do cigarro convencional que demora de 20 a 30 anos para manifestar doença no usuário, o cigarro eletrônico tem mostrado essa agressividade em menos tempo.

Atualmente, está em curso a chamada “tomada pública de subsídios”, em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colhe dados técnicos e científicos relacionados ao tema para reavaliar se muda ou não a regra atual. Esse processo deve levar pelo menos 30 dias, e a regulamentação será decidida ainda este ano.

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