Dia Nacional da Mamografia: exame tem papel central no diagnóstico precoce do câncer de mama

Brasília, quarta-feira, 4 fevereiro, 2026

Fonte: Profissionais do Texto

Atualizado em: 4 fevereiro, 2026

Avaliações periódicas permitem identificar alterações ainda assintomáticas 

No Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, o exame ganha destaque como a principal ferramenta para o diagnóstico precoce do câncer de mama, doença que permanece como a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente no público feminino em todas as regiões do país, com estimativa de mais de 73 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

De acordo com a médica radiologista Nara Fabiana da Cunha, coordenadora da Radiologia Mamária do Sabin Diagnóstico em Brasília, a mamografia é considerada o padrão ouro no rastreamento do câncer de mama em todo o mundo. “Muitas lesões precursoras do câncer de mama só são visíveis na mamografia. É o caso de alterações muito iniciais, como algumas calcificações, que não aparecem em outros métodos e não são perceptíveis no exame físico”, explica.

A especialista destaca que a identificação da doença em fases iniciais é decisiva para aumentar as chances de tratamento menos invasivo e de cura. “Grande parte dos cânceres de mama em estágio inicial é assintomática. Ou seja, a mulher não sente dor, não percebe nódulos, nem alterações visíveis. Por isso, mesmo sem sinais aparentes, é preciso manter os exames de imagem em dia”, afirma Dra. Nara Fabiana.

Em 2025, o Ministério da Saúde passou a ampliar o acesso à mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS), indicando a sua realização a partir dos 40 anos. A mudança alinha as diretrizes do SUS às recomendações já defendidas pelas sociedades médicas, que indicam essa faixa etária como ideal para o início do rastreamento.

Embora a mamografia seja o exame principal, Dra. Nara explica que, em alguns casos, outros métodos podem ser utilizados de forma complementar. “Em pacientes com mamas densas, por exemplo, pode haver limitação na visualização de algumas alterações. Nesses casos, procedimentos como a ultrassonografia, a tomossíntese ou a ressonância magnética ajudam a completar a avaliação, sempre de acordo com a indicação médica”, pontua a especialista.

A radiologista também chama atenção aos sinais que exigem avaliação imediata. “Nódulos palpáveis, retrações da pele, mudanças na coloração da mama, coceira persistente no mamilo ou presença de tumoração na axila são sinais de alerta. Diante de qualquer alteração, a orientação é procurar o médico o quanto antes, sem esperar o próximo exame de rotina”, orienta.