Dispositivos de detecção de incêndio são essenciais para proteção das edificações

Brasília, segunda-feira, 19 abril, 2021

Dispositivos de detecção de incêndio são essenciais para proteção das edificações

Crédito: Freepik.


Atualizado em: 19 abril, 2021

Incêndios residenciais estão entre as ocorrências mais frequentes para acionamento do Corpo de Bombeiros. No Distrito Federal, de acordo com a corporação, de janeiro a setembro de 2020, foram registrados mais de 2,4 mil chamados para combate a incêndios em residências da capital.

Os principais fatores que podem provocar o incêndio nas casas são o super aquecimento de panelas no fogão, incidentes com o uso de velas ou fogueiras dentro de casa ou ainda, o curto circuito provocado por instalações elétricas mal realizadas. Mas, conforme pontua o engenheiro Júlio Seype, parte desses acidentes poderiam ser evitados com, além do cuidado pessoal, o uso de sistemas de detecção de incêndio.

“Apesar do dispositivo ser utilizado com mais frequência em lugares com grande circulação de pessoas como, por exemplo, escolas, hospitais, galpões ou indústrias, o sistema também pode ser instalado em residências ou condomínios, o que acaba por gerar mais uma forma de proteção”, afirma.

O especialista explica que o sistema de detecção e alarme de incêndio é composto de detectores de fumaça e temperatura, instalados de forma estratégica no ambiente com o objetivo de detectar a presença irregular de fumaça ou calor no local através de dispositivo automático.

“Basicamente, um sistema de detecção e alarme de incêndio conta com um conjunto de acessórios que juntos fazem a segurança e prevenção dos incêndios. Existem diferentes tipos de sistema de detecção e alarme de incêndio. Alguns podem ser convencionais, digitais, analógicos ou endereçáveis. Os equipamentos são elaborados de acordo com o local a ser instalado, mas, todos são programados para oferecer total eficiência e qualidade”, detalha Júlio Seype.

Conheça alguns dos sistemas:

• sistema convencional – geralmente, é composto por detectores convencionais alocados nas centrais de alarmes em locais menores;
• sistema analógico – costuma ser implantado em grandes instalações para proteger todas as áreas em caso de incêndio. Por meio de um sistema analógico é possível configurar diversos recursos para melhorar a funcionalidade dos equipamentos;
• sistema endereçável – o sistema de detecção e alarme de incêndio endereçável também protege todas as áreas de uma edificação, contudo, com ele é possível ter acesso no ponto exato do foco de incêndio e não apenas em uma determinada região como no sistema analógico.

Em ambos os sistemas (analógico e endereçável) é possível programar o envio dos alertas para um endereço de monitoramento 24 horas, que permite receber os alertas da central de detecção em qualquer lugar. Independente de qual for o sistema a ser utilizado, o especialista ressalta que é importante que a instalação seja realizada por um profissional adequado e capacitado para o serviço.

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