O que faz o brasiliense feliz? Essa foi a pergunta central da pesquisa “Felicidade no Distrito Federal: fatores associados e implicações para políticas públicas”, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF) para compreender os fatores que impactam o bem-estar da população.
Os dados mostram que, no termômetro da felicidade, medido em uma escala de 1 a 10, sendo 1 “muito infeliz” e 10 “muito feliz”, 63% dos brasilienses estão posicionados no nível 8 ou acima.
Ao serem perguntados “O que te faz feliz?”, os moradores do DF mencionaram espontaneamente termos como “Família”, “Saúde”, “Deus”, “Trabalho”, “Amor” e “Dinheiro”. Além disso, 81% dos brasilienses estão satisfeitos com a relação com a família, e 56,6% com o tempo despendido em atividades remuneradas.
O levantamento identificou que os fatores associados à felicidade incluem estar casado ou morando com outra pessoa; frequentar cultos ou missas como forma de pertencimento social; não estar desempregado e conseguir pagar todas as contas; não passar por situações de sobrecarga doméstica; ter tempo para o lazer; a família e os amigos; sentir-se seguro nas ruas e confiar nas pessoas da comunidade; estar satisfeito com a preservação do meio ambiente; apresentar boa saúde física e mental e ter conhecimento sobre temas de saúde pública.
Nesse contexto, o tempo social se destaca como um dos principais pilares do bem-estar. Cerca de 54,4% dos brasilienses estão satisfeitos com o tempo que passam com a família, 43% com o tempo disponível para o lazer e 35,2% com o tempo dedicado aos amigos. No entanto, apenas 17,8% se dizem satisfeitos simultaneamente com essas três dimensões, indicando desafios no equilíbrio entre vida pessoal e rotina.
A saúde também exerce papel central na percepção de felicidade. No Distrito Federal, 47,9% da população pratica atividade física regularmente. Em relação ao sono, 24,4% dos moradores afirmam dormir entre 8 e 9 horas por dia, enquanto 51,6% relatam dormir entre 6 e 7 horas.










