Atualizado em: 19 junho, 2026
Professora do Colégio Marista Águas Claras destaca a importância do pensamento crítico e o papel fundamental das famílias no protagonismo dos estudantes
Muito além do uso de computadores, tablets e aplicativos, a educação tecnológica tem se consolidado como uma importante aliada no desenvolvimento integral das crianças. Ao estimular competências como pensamento crítico, criatividade, resolução de problemas e trabalho em equipe, essa abordagem prepara os estudantes para os desafios de um mundo cada vez mais conectado e dinâmico.
Embora frequentemente associada ao uso de telas, a educação tecnológica vai além dos recursos digitais. Ela envolve a compreensão de processos, a construção de soluções e o desenvolvimento de habilidades que ajudam as crianças a interpretar e transformar a realidade ao seu redor. Atividades como programação, robótica, desafios lógicos e projetos colaborativos são algumas das estratégias utilizadas para promover esse aprendizado.
Para desmistificar esse cenário, a professora do Ensino Fundamental Anos Iniciais no Colégio Marista Águas Claras, Giuliana Delmondez Peclat, esclarece que a tecnologia é um meio, não o fim. Segundo a educadora, é possível, inclusive, trabalhar a educação tecnológica sem a necessidade de dispositivos eletrônicos.
“O que a gente tem que desmistificar é que a educação tecnológica não é apenas ensinar a usar equipamentos digitais. As pessoas associam muito ao uso de tela e computador, mas não é assim. Ela desenvolve o pensamento crítico, a criatividade, a resolução de problemas e a compreensão de como a tecnologia influencia no nosso dia a dia”, explica Giuliana.
A docente cita ainda que atividades pedagógicas (como semanas temáticas e dinâmicas de robótica desplugada) que trabalham o conceito de forma 100% analógica. “Nas séries iniciais, as vantagens são o desenvolvimento do raciocínio lógico, o trabalho em equipe e o estímulo para que o estudante assuma o protagonismo e ganhe autonomia. Dessa forma, nós os preparamos para o futuro”, destaca.
Outro benefício importante é o fortalecimento das competências socioemocionais. Ao participar de projetos em grupo, as crianças aprendem a dialogar, compartilhar ideias, respeitar opiniões diferentes e construir soluções coletivamente, habilidades cada vez mais valorizadas dentro e fora do ambiente escolar.
Dessa forma, a educação tecnológica desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos mais preparados para compreender as transformações da sociedade e atuar de maneira consciente, criativa e responsável. Mais do que ensinar o uso de ferramentas, ela contribui para o desenvolvimento de competências que acompanharão os estudantes ao longo de toda a vida.
Contudo, para que esse protagonismo floresça na escola, o trabalho precisa continuar em casa. As famílias desempenham um papel crucial ao evitar entregar soluções prontas, estimulando, em vez disso, a curiosidade nativa dos filhos. “É preciso criar uma parceria entre escola e família para incentivar a autonomia. Isso envolve tanto o controle do tempo de tela quanto o estímulo a atividades ao ar livre. Crianças criadas apenas dentro de apartamentos perdem estímulos; o contato com o mundo externo expande a criatividade e traz novas percepções”, conclui a educadora, reforçando que a verdadeira tecnologia começa na capacidade de explorar o mundo.
Saiba mais
O Marista Águas Claras faz parte da rede de colégios e escolas do Marista Brasil, que está presente em 20 estados brasileiros, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org/






