Atualizado em: 18 janeiro, 2026
O ano eleitoral de 2026 começou oficialmente e, nos bastidores do poder em Brasília, a temperatura já supera os termômetros da seca. Com o governador Ibaneis Rocha (MDB) impedido de buscar um terceiro mandato consecutivo e com o olhar fixo no Senado, abre-se um vácuo de poder no Palácio do Buriti que movimenta peças da direita à esquerda.
Para entender esse tabuleiro, o PLS mergulhou nas análises publicadas pelos principais veículos da capital — Metrópoles, Correio Braziliense, TV Record/R7 e os bastidores do Radio Corredor — compilando o que as pesquisas recentes nos dizem sobre o futuro do Distrito Federal.

O cenário político do DF começa a se desenhar para 2026, com disputas acirradas para o Senado e favoritismo ao Buriti. (Arte: PLS)
A “Leoa” na Liderança e a Sombra do Passado
No cenário para o Governo do Distrito Federal (GDF), a atual vice-governadora Celina Leão (PP) desponta como a favorita natural. Assumindo a postura de sucessora do projeto atual, Celina tem capitalizado sua presença constante em obras e agendas oficiais.
Segundo levantamento recente do instituto Real Time Big Data (divulgado pela Record/R7 em dezembro de 2025), Celina lidera os cenários estimulados flutuando entre 40% e 50% das intenções de voto.
No entanto, a direita não navega em mar de almirante. Um nome conhecido assombra a consolidação desse bloco: o ex-governador José Roberto Arruda. Mesmo sem partido definido em alguns cenários e enfrentando batalhas jurídicas sobre sua elegibilidade, Arruda aparece com 21% a 30% em pesquisas do Paraná Pesquisas, mostrando que ainda possui um “recall” forte, apesar de uma rejeição que supera os 50%.
A grande incógnita que desperta a curiosidade dos analistas é: Haverá união ou fratricídio na direita? A base de Ibaneis conseguirá acomodar Arruda ou ele será o fiel da balança que dividirá os votos conservadores?
A Esquerda: O Desafio da Unidade
Do outro lado do tabuleiro, o campo progressista tenta evitar os erros de 2018 e 2022. A palavra de ordem é “Unidade”, mas a prática é complexa.
O nome mais forte até o momento é o de Leandro Grass (PT), atual presidente do Iphan, que oscila entre 13% e 16%. Ele disputa a cabeça de chapa com Ricardo Cappelli (PSB), que ganhou projeção nacional após a intervenção na segurança do DF em 2023.
Veículos como o Correio Braziliense e o G1 DF reportam intensas negociações de bastidores. PT e PSB estudam uma chapa única para garantir um palanque forte para o presidente Lula na capital, historicamente refratária ao petismo. A dúvida que fica é: a esquerda conseguirá romper o teto de 30% no DF sem uma aliança ao centro?
A “Guerra” pelas duas vagas ao Senado
Se a disputa pelo governo parece polarizada, a corrida pelo Senado é o verdadeiro “ouro” de 2026, com duas cadeiras em jogo. É aqui que o engarrafamento de gigantes acontece.
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Ibaneis Rocha (MDB): O governador é dado como certo na disputa. Pesquisas do Paraná Pesquisas e Real Time Big Data o colocam consistentemente no topo ou em segundo lugar (entre 24% e 30%).
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Michelle Bolsonaro (PL): A ex-primeira-dama é a grande puxadora de votos do bolsonarismo. Quando seu nome é testado, ela lidera com cerca de 34-35%.
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A disputa interna do PL: O partido vive um dilema reportado pelo Metrópoles. Além de Michelle, nomes como Bia Kicis e o senador Izalci Lucas (que migrou para o partido) também almejam a vaga, criando um “overbooking” na direita.
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Correndo por fora: Nomes como Leila Barros (PDT), Erika Kokay (PT) e Fred Linhares (Republicanos) aparecem competitivos, prontos para capturar votos caso a polarização Ibaneis-Michelle sofra desgastes.
O Que Dizem as Fontes (Metodologia)
Para garantir a isenção, baseamos esta análise nos dados públicos mais recentes disponibilizados pela imprensa local:
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Real Time Big Data (via R7/Record – Dez/2025): Aponta a liderança folgada de Celina Leão e a força de Ibaneis para o Senado.
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Paraná Pesquisas (via Metrópoles/CNN – Out/2025): Trouxe à tona a competitividade de José Roberto Arruda e a liderança de Michelle Bolsonaro para o Senado.
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Bastidores (Radio Corredor/Correio): Indicam as movimentações de “troca de cadeiras” e as tensões entre os sindicatos (como o dos médicos e o SINPRO) que podem influenciar o voto do funcionalismo público, peça-chave em Brasília.
O “Pulo do Gato” para o Leitor
2026 não será apenas sobre quem tem mais votos, mas sobre quem tem menos rejeição. Em um DF politicamente maduro e exigente, a curiosidade reside em ver se a aliança “Ibaneis-Celina-Bolsonarismo” se manterá intacta ou se as rachaduras permitirão que uma “terceira via” ou a esquerda surpreenda.
Fique ligado no PLS. A corrida apenas começou.










