De Quarto a Escritório: Como Jovens Empreendedores Estão Reescrevendo as Regras do Mercado Digital

Brasília, quarta-feira, 25 fevereiro, 2026

Arte: PLS

Com: informações do Byel
Fonte: da redação PLS

Atualizado em: 25 fevereiro, 2026

A geração que cresceu com smartphone na mão agora usa esse mesmo
aparelho para construir carreiras, negócios e identidade profissional
sem esperar pela carteira assinada

Uma nova geração de empreendedores brasileiros não espera pelo diploma, pela sala comercial nem pelo horário comercial. Eles trabalham de onde estiverem, para quem precisar, entregando serviços que muitas empresas consolidadas ainda estão tentando entender. O ambiente digital deixou de ser vitrine e se tornou estrutura, e jovens como Gabriel de Sousa das Dores, conhecido como Byel, são a prova viva disso.


O Digital Como Alicerce, Não Como Acessório

Durante anos, empresas usaram as redes sociais como painel de anúncios. Os jovens empreendedores da geração atual enxergaram algo diferente: uma infraestrutura completa de negócios.

Comunicação, posicionamento, produção audiovisual, construção de marca — tudo isso passou a ser estruturado e entregue de dentro do ambiente digital. Não como complemento ao negócio. Como o próprio negócio.

É exatamente nesse modelo que Byel construiu sua atuação. Iniciando cedo no universo digital, ele passou a oferecer serviços profissionais em comunicação, conteúdo e estratégia online — áreas em que domínio técnico e visão de mercado se sobrepõem à experiência de tempo de carreira.

O caso de Byel não é exceção. É um padrão que se repete do interior ao litoral, de norte a sul do Brasil.


Uma Tendência Nacional Que Nasce na Periferia da Economia Tradicional

O crescimento do empreendedorismo jovem digital não acontece apesar das dificuldades do mercado formal. Ele acontece por causa delas.

Com um mercado de trabalho em transformação acelerada, vagas formais cada vez mais disputadas e salários de entrada historicamente baixos, o digital surge como alternativa concreta e, em muitos casos, mais lucrativa e autônoma do que a rota convencional.

O dado que surpreende: esse movimento não se concentra nos grandes centros urbanos. Interior do Nordeste, cidades médias do Centro-Oeste, periferias das capitais e em qualquer lugar com conexão à internet e um jovem com vontade de aprender, o empreendedorismo digital encontra terreno.

A pergunta que esse fenômeno levanta: se plataformas digitais já democratizaram o acesso ao mercado, por que o ensino formal ainda trata o empreendedorismo como disciplina optativa?


O Que Especialistas Dizem e o Que os Dados Confirmam

Profissionais que acompanham o setor são unânimes: domínio técnico é o piso, não o teto.

Os jovens empreendedores que se sustentam no digital não são apenas bons em editar vídeos ou escrever posts. Eles desenvolvem:

  • Planejamento estratégico – entendendo ciclos de mercado e sazonalidade
  • Visão de longo prazo – construindo autoridade antes de monetizar
  • Leitura de público – ajustando linguagem, formato e oferta conforme a demanda
  • Flexibilidade operacional – pivotando serviços de acordo com a realidade econômica de cada região

Essa combinação de habilidades técnicas e competências de gestão é o que separa quem sustenta um negócio digital de quem apenas experimenta.


O Debate Que o Mercado Ainda Evita

O crescimento desse perfil empreendedor coloca em evidência uma lacuna estrutural: a formação profissional brasileira ainda não acompanhou o ritmo das transformações econômicas.

Enquanto jovens aprendem, na prática, a criar negócios sustentáveis a partir de serviços digitais, currículos escolares ainda privilegiam modelos de empregabilidade do século passado. O acesso à informação existe, mas ele é desigual, dependente de redes de contato e de disposição individual para buscar aprendizado fora do sistema formal.

 

Para muitos, o digital representa não apenas uma alternativa de renda. É uma possibilidade concreta de autonomia, identidade profissional e desenvolvimento sem intermediários.


O Que Vem Pela Frente

A tendência não mostra sinais de desaceleração. Pelo contrário: à medida que plataformas evoluem, novas ferramentas surgem e a demanda por profissionais que dominem comunicação digital cresce, o mercado seguirá abrindo portas para quem souber posicionar bem sua presença e seus serviços.

Byel e milhares de jovens como ele não estão esperando o mercado mudar para se adaptar. Eles já mudaram e o mercado é que corre para acompanhá-los.

A geração que aprendeu a usar o algoritmo antes de aprender a fazer currículo pode estar desenhando, sem perceber, o modelo de trabalho das próximas décadas.