Foto: Ilustração. Crédito: Divulgação.
Atualizado em: 7 agosto, 2023
Nesta segunda-feira (07), o presidente Lula sancionou a lei que autoriza o uso da ozonioterapia em todo o Brasil (Lei Nº 14.648). O texto, publicado no Diário Oficial da União (DOU), deixa explícito que o procedimento – que aumenta a quantidade de oxigênio no corpo introduzindo ozônio – tem um caráter complementar, não devendo, assim, ser utilizado como um tratamento único.
Outro ponto importante da lei diz respeito a quem poderá utilizar este método: apenas profissionais de saúde com nível superior, inscritos em um conselho de fiscalização profissional e que tenha um equipamento regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Vale lembrar também que a ozonioterapia está inclusa no rol de práticas integrativas do Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2018, para tratamentos específicos nas áreas odontológica e de estética. De acordo com a dentista e terapeuta integrativa Luciana Tokarski, que utiliza a Ozonioterapia desde 2019, três características muito importantes estão presentes no ozônio.
_“O ozônio possui propriedades terapêuticas que auxiliam em alguns tratamentos, sendo virucida, bactericida e fungicida. Virucida é a capacidade de inativar vírus. Bactericida é a capacidade de matar bactérias. E, fungicida é a capacidade de eliminar fungos”_, afirmou a terapeuta integrativa.
Porém, segundo ela, é preciso estar habilitado(a) e ter conhecimento para realizar tal prática.
_”Cada profissional da área da saúde, com formação, com conhecimento, muito estudo, vai poder fazer um protocolo que vai auxiliar os pacientes. Afinal, a gente não pode sair usando o ozônio em tudo. A gente tem que saber como e onde administrar o ozônio. Se vai ser via sistêmica, se vai ser tópica… Enfim, tem que ter conhecimento. Tem que saber aplicá-lo sem que o paciente corra qualquer risco. Na área odontológica, a podemos usar a Ozonioterapia, com muita eficácia, em tratamentos de canal, periodontia e outras com resultados maravilhosos. E tem dado bastante resultado”_, disse Luciana Tokarski.
De acordo com a lei, o profissional responsável pela aplicação da ozonioterapia deverá informar ao paciente que o procedimento possui caráter complementar.






