Foto: Ilustração. Crédito: Divulgação.
Atualizado em: 6 setembro, 2023
A ozonioterapia é uma terapia alternativa e complementar que tem sido debatida em todo o mundo. Ela envolve a administração controlada de uma mistura de oxigênio e ozônio ao corpo humano com o propósito de tratar diversas condições de saúde.
O ozônio é uma forma de oxigênio altamente reativo, composto por três átomos de oxigênio (O3), em comparação com a forma mais comum do oxigênio, que possui dois átomos (O2). Este tipo de terapia precisa ser realizada por profissionais de saúde de nível superior inscritos em conselhos profissionais e pode ser aplicada de várias maneiras, incluindo a injeção de uma mistura de oxigênio e ozônio no corpo, a insuflação de gás ozônio em cavidades corporais ou até mesmo a aplicação tópica de óleos ozonizados.
A enfermeira Wanessa Ribeiro, especialista em ozonioterapia e sócia-fundadora do Cer Saúde Integrativa, afirma que a prática pode proporcionar vários benefícios para a saúde, como ação antimicrobiana, a melhora da circulação sanguínea, a modulação do sistema imunológico, o alívio da dor, a cicatrização de feridas e até mesmo o tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide.
“O ozônio tem uma capacidade única de tratar uma variedade de condições, incluindo problemas circulatórios, inflamações, infecções, dor crônica e distúrbios imunológicos. Por isso a ozonioterapia desempenha um papel importante no campo da medicina alternativa e complementar, oferecendo uma abordagem não convencional para o tratamento de várias condições de saúde”, explica Wanessa.
Para a especialista, a principal função da ozonioterapia é fornecer uma alternativa à terapia farmacológica tradicional e ajudar pacientes que não respondem bem a outras formas de tratamento ou que buscam abordagens mais naturais. “Todos os dias pacientes enfrentam efeitos colaterais adversos com as terapias tradicionais e a ozonioterapia oferece uma abordagem diferente, menos invasiva.
É uma ótima maneira de complementar o uso de medicamentos sintéticos. Além disso, esta técnica pode ser adaptada às suas necessidades e valores individuais, o que permite que o tratamento seja personalizado”, destaca. A especialista acredita, ainda, que a associação da prática com abordagens pseudocientíficas, promovida por profissionais “não licenciados”, estava diretamente relacionada com a falta de regulamentação e padronização da ozonioterapia.
“Essa ausência de regulamentação pode gerar desconfiança nos pacientes, além de levar à aplicação inadequada da ozonioterapia por profissionais não qualificados. A regulamentação chega para estabelecer padrões de prática, qualificação profissional e concentrações seguras, permitindo que o ozônio seja usado de maneira mais segura e eficaz”, finaliza a enfermeira.






