Férias escolares animam bares e restaurantes do DF, mas 43% ainda têm contas em atraso

Brasília, quarta-feira, 8 julho, 2026


Atualizado em: 8 julho, 2026

Férias escolares animam bares e restaurantes do DF, mas 43% ainda têm contas em atraso

As férias escolares de julho trazem uma perspectiva positiva para parte dos bares e restaurantes do Distrito Federal. Pesquisa da Abrasel-DF, realizada entre os dias 22 e 30 de junho com empresários do setor, mostra que 32% dos estabelecimentos esperam aumentar o faturamento durante o período. Entre os mais otimistas, 30% projetam crescimento de até 20% em relação a um mês comum. Na comparação com as férias de julho do ano passado, 42% acreditam que as receitas serão maiores em 2026.

Para o presidente da Abrasel no Distrito Federal, Thales Furtado, o período representa uma oportunidade importante para o setor, especialmente diante da mudança na rotina das famílias e do aumento da procura por opções de lazer e convivência fora de casa.

“O mês de maio teve uma dinâmica especialmente positiva, com cinco finais de semana, o que ajudou a movimentar a cidade e impulsionar o consumo fora do lar. Os números mostram a capacidade de reação do setor e trazem boas perspectivas para os próximos meses, inclusive na comparação com o ano passado. Bares e restaurantes seguem investindo em experiências, qualidade e inovação para atrair o consumidor e manter esse ritmo de crescimento”, afirma Thales Furtado.

Os dados de maio já apontam uma melhora na atividade. Segundo o levantamento, 63% dos estabelecimentos registraram aumento no faturamento em relação a abril. Outros 27% mantiveram estabilidade e 9% tiveram queda. Na situação financeira, 57% das empresas operaram com lucro, enquanto 29% ficaram em estabilidade e 13% relataram prejuízo.

Apesar dos sinais positivos, o endividamento continua sendo um dos principais pontos de atenção. A pesquisa revela que 43% das empresas têm pagamentos em atraso. Entre esses negócios, 94% mencionam débitos com impostos federais e 58%, com tributos estaduais. A dificuldade para repassar a alta dos custos aos cardápios também permanece. Nos últimos 12 meses, 29% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar seus preços. Outros 63% fizeram correções iguais ou inferiores à inflação, enquanto apenas 8% reajustaram acima do índice inflacionário.