Atualizado em: 13 fevereiro, 2026
Presidente da Abradeb, Raimundo Nonato destaca importância de recursos como BC Protege+ e MED para prevenir fraudes durante a folia
A proximidade do Carnaval, período marcado por grande circulação de pessoas nas ruas, também acende o alerta para riscos relacionados à segurança financeira. Neste ano, foliões contam com camadas adicionais de proteção digital que vão além dos cuidados tradicionais, como proteger o celular ou evitar exposição de cartões.
Entre os recursos disponíveis está o BC Protege+, ferramenta gerida pelo Banco Central do Brasil que funciona como uma trava preventiva contra o uso indevido da identidade financeira do cidadão. Ao ativar a função, o usuário impede a abertura de novas contas, cartões ou contratação de empréstimos em seu nome, reduzindo o risco do chamado “golpe da identidade”.
Para Raimundo Nonato, presidente da Abradeb, a medida representa um avanço importante na proteção do consumidor. “Ferramentas como o BC Protege+ trazem uma camada preventiva essencial. Em períodos de grande movimentação, como o Carnaval, é comum vermos aumento de golpes ligados ao uso indevido de dados pessoais. Impedir a abertura de crédito ou contas sem autorização reduz significativamente o risco de prejuízos”, afirma.
A ativação é feita por meio da área “Meu BC”, utilizando uma conta Gov.br com nível prata ou ouro, e pode ser realizada antes de sair para eventos e desativada a qualquer momento pelo titular. Caso a prevenção não seja suficiente, como em situações de roubo de celular, sequestro relâmpago ou coação para transferências, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) surge como recurso emergencial dentro do ecossistema Pix. Criado para facilitar o ressarcimento em casos de fraude, o sistema permite o bloqueio dos valores na conta do recebedor para análise.
Segundo Raimundo Nonato, a agilidade é determinante para o sucesso da medida.
“O MED é uma ferramenta fundamental, mas depende de ação rápida da vítima. Comunicar imediatamente o banco aumenta muito as chances de recuperação dos valores e demonstra como a tecnologia pode atuar em favor da proteção financeira do cidadão”, explica.
A solicitação deve ser feita junto à instituição financeira o mais rápido possível, respeitando o prazo máximo de até 80 dias após a transação. Confirmada a fraude, a restituição pode ocorrer em até 96 horas, total ou parcialmente, conforme o saldo disponível na conta de destino, com monitoramento posterior da conta suspeita.
Essas soluções tecnológicas complementam outras medidas de proteção, como o uso do aplicativo Celular Seguro e a redução prévia de limites de transferências, além da atenção a golpes físicos comuns em aglomerações. Para o presidente da Abradeb, a combinação entre informação e prevenção é o caminho para minimizar riscos.
“O Carnaval deve ser um momento de lazer. Conhecer e utilizar essas ferramentas permite que o cidadão aproveite a festa com mais tranquilidade e segurança”, conclui.






