Créditos: Divulgação.
Por: Hédio Ferreira Júnior Edição: Chico Neto
Atualizado em: 3 dezembro, 2021
Índice de casos da doença no Distrito federal em 2021 caiu 70% no comparativo com 2020; iniciativa requer a parceria de toda a população
A volta das chuvas acende o alerta para que a Vigilância Sanitária intensifique as ações de combate à dengue em Brasília. Atento a esse período em que os ovos do mosquito transmissor da doença em contato com a água limpa e parada se desenvolvem, proliferando o nascimento de novos insetos, o Governo do Distrito Federal (GDF) deu posse, nesta sexta (3), a 966 agentes de saúde. A contratação ocorreu durante o lançamento da Campanha Distrital de Enfrentamento do Aedes aegypti, no Setor Militar Urbano (SMU).
“A prevenção esvazia os hospitais, as unidades de pronto atendimento e as unidades básicas de saúde. Essa é a ideia” Governador Ibaneis Rocha
Quinhentos agentes de vigilância ambiental (AVAs) e 466 agentes comunitários de saúde (ACSs) já começaram a ser treinados para sair às ruas e manter a queda dos índices de proliferação da dengue, já que as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti não cessaram durante a pandemia. Entre janeiro e meados de novembro deste ano, foram notificados 13.382 cidadãos infectados pelo mosquito – uma redução de 70%, no comparativo com o mesmo período de 2020, quando foram registrados 46 mil casos.
“No primeiro ano de governo tivemos um número assustador de casos de dengue”, declarou o governador Ibaneis Rocha durante a assinatura do termo de posse dos novos agentes. “Conseguimos reduzi-lo, e o que esperamos com a contratação de vocês é diminuí-lo ainda mais, chegando à normalidade. A prevenção esvazia os hospitais, as UPAs [unidades de pronto atendimento] e as UBSs [unidades básicas de saúde]. Essa é a ideia.”

Durante a solenidade de posse, o secretário de saúde, Manoel Pafiadache, destacou as ações conjuntas de controle sanitário do governo | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Há no DF 605 equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) distribuídas em 176 UBSs. A chegada dos novos profissionais completa as 90 equipes que estavam sem agentes. Eles foram lotados conforme a necessidade de cada região e de cada área territorial, de acordo com o local de abrangência das equipes de Saúde da Família.
Dengue e outras doenças
“Por mais que façamos a visita, é importante que as pessoas sejam conscientes e façam o trabalho preventivo dentro de casa” Gabriela Pereira Oliveira, agente recém-empossada
Os agentes comunitários de saúde atuam em parceria com os de vigilância ambiental no combate às chamadas arboviroses – dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo Aedes aegypti. Trabalham também no cadastramento das famílias para atendimento da equipe de ESF e fazem busca ativa das pessoas que ainda não se vacinaram contra a covid-19 e outras doenças.
De acordo com o secretário de Saúde, Manoel Pafiadache, a queda dos índices se justifica pelo reforço das ações de controle sanitário do governo e da compreensão da população em não deixar água parada para a proliferação do mosquito. Segundo ele, os novos agentes atuarão não só no enfrentamento e combate à dengue, mas também no processo vacinal contra o novo coronavírus. “Aí está a importância da chegada dos senhores nesse momento tão difícil”, reforçou.
Gabrielle Pereira Oliveira, 21 anos, mora no Paranoá e estreia profissionalmente como agente de Vigilância Ambiental. Dizendo-se feliz com a oportunidade, ela contou que, em uma semana em campo, já foi possível coletar focos do mosquito, daí a importância de reforçar entre a população os cuidados básicos para que a disseminação seja impedida. “Por mais que façamos a visita, é importante que as pessoas sejam conscientes e façam o trabalho preventivo dentro de casa”, recomendou.
Os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti continuam sendo encontrados nos quintais em baldes sem tampa, vasilhas, pratos de plantas, pneus, calhas entupidas e caixas-d’água destampadas. Por isso, não se pode descuidar da atenção a esses pequenos reservatórios. É importante que toda a população tire 10 minutos por semana para inspecionar o quintal e possíveis áreas que possam acumular água.
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