Inaugurado há sete anos, o Serviço Veterinário Público (Hvep), em Taguatinga, se consolidou como referência no atendimento gratuito a cães e gatos no Distrito Federal. De janeiro a julho deste ano, o hospital prestou cerca de 10 mil atendimentos, beneficiando aproximadamente 5,6 mil tutores.
Hospital é referência no atendimento de animais domésticos e no apoio a tutores em situação de vulnerabilidade | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Vinculado à Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan), do Governo do Distrito Federal (GDF), o serviço oferece consultas, internações, cirurgias e exames, além de desempenhar um papel social importante no combate ao abandono e no apoio a tutores em situação de vulnerabilidade.
A diretora do Hvep, Lindiene Samayana, observou um aumento na procura: “Esse crescimento é vantajoso, porque acabamos levando educação e atendimento ao público. Mesmo tendo anos de funcionamento, o Hvep ainda não é conhecido por muitos tutores. Nesse primeiro semestre, foi praticamente o dobro de atendimentos que costumamos registrar”.
Serviços oferecidos também estão disponíveis na unidade móvel do Hvep, em Água Quente
Para ampliar o acesso, o Hvep mantém também uma unidade móvel, que desde 9 de junho atende no estacionamento da Administração Regional de Água Quente. No local são distribuídas dez senhas por dia, a partir das 8h, para consultas, triagem, vacinação, exames simples e orientações aos tutores. O serviço já passou por diversas regiões do DF, como Samambaia, Sobradinho, Riacho Fundo, Ceilândia, Sol Nascente e Estrutural. A unidade móvel não faz cirurgias ou exames de imagem – como raio-X e ultrassom. Para esses procedimentos, é necessário procurar a sede fixa em Taguatinga.
“Ao longo dos anos, o hospital vem trazendo a importância da vacina, da castração, de passear com o cachorro na coleira”, afirmou a diretora do Hvep. “Hoje os tutores nos procuram para tirar dúvidas e realizar tratamentos básicos. Atualmente, o pet é mais que um bichinho no fundo do quintal: já faz parte da família, então o nosso objetivo é trazer essa qualidade de vida para o animal. Muitos tutores não conseguem chegar até nós por falta de transporte, mas a unidade móvel leva esse serviço onde o acesso é mais difícil.”
Qualidade e confiança
Francisco Ribeiro levou a cadelinha Chica para atendimento: “Acho que deveria haver mais hospitais como este, porque não só alivia o bolso, mas também a cabeça.”
Entre os usuários, a confiança é um ponto comum. O operador de câmera Francisco Ribeiro, 51 anos, tutor da cachorra Chica, elogiou o serviço: “O atendimento aqui sempre foi ótimo. A Chica está com nódulos nas mamas e provavelmente fará cirurgia. Acho que deveria haver mais hospitais como este, porque não só alivia o bolso, mas também a cabeça. Antes, muita gente deixava o animal morrer, por falta de opção”.






