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Atualizado em: 29 agosto, 2022
Cardiologista explica fatores de risco e como é possível evitar maiores problemas relacionados à saúde cardiovascular
Quando se fala em doenças cardiovasculares e em mortes por infarto, logo se relaciona a problemática com pessoas mais velhas. Contudo, dados mostram que os óbitos por infarto entre pessoas com menos de 40 anos são cada vez mais comuns.
Um levantamento do Ministério da Saúde aponta que, somente entre 2013 e 2020, os episódios de infarto em pessoas com até 30 anos aumentaram 13%. Um dos casos mais recentes e notórios foi o do cantor sertanejo Lucas Guedes, de 32 anos, que morreu em 4 de agosto em consequência de um infarto.
E o que muita gente não sabe é que o infarto, quando acontece em jovens, costuma ser mais fulminante. “Isso ocorre porque as placas de gordura mais novas ‘racham’ com mais facilidade, o que faz com que as artérias fiquem obstruídas por coágulos de sangue. Assim, são menores as chances de sobrevivência”, explica o médico cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Dr. Ernesto Osterne.
Entre os principais fatores de risco para problemas cardiovasculares em pessoas mais jovens estão os maus hábitos. A má alimentação, sedentarismo, tabagismo, uso de drogas ilícitas e anabolizantes são alguns dos exemplos de problemas que aumentam significantemente as chances de um infarto do miocárdio.
Além disso, existe a possibilidade de haver alterações genéticas ou congênitas (que nascem com o indivíduo, mas não foram herdadas geneticamente) que agem silenciosamente, sem que a pessoa desconfie que corre algum risco.
Logo, além de uma mudança de hábitos, é muito importante manter o check-up em dia e visitar periodicamente um cardiologista. “Apesar de serem doenças silenciosas, elas podem ser identificadas em pacientes que têm acompanhamento médico. Ainda que seu corpo não apresente nenhum sinal de problema, a realização de exames e consultas periódicas não é dispensável”, alerta Dr. Osterne.






