Mais eficiência em resgates no Lago Paranoá

Brasília, domingo, 30 maio, 2021

Mais eficiência em resgates no Lago Paranoá

Atualmente, o Corpo de Bombeiros tem três lanchas: uma usada para apagar incêndios de dentro d’água, uma para salvamentos e uma terceira doada pela Polícia Civil, também usada nas ações de salvamento aquático e mergulho de resgate. As novas lanchas devem chegar até o fim do ano | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA
Por: GIZELLA RODRIGUES
Atualizado em: 30 maio, 2021

GDF investe R$ 2,5 milhões na compra de oito motos aquáticas e sete lanchas para o Corpo de Bombeiros

O trabalho de busca e salvamento aquático no Distrito Federal ganhou um reforço. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) concluiu licitação para a aquisição de oito motos aquáticas e sete lanchas que serão usadas pelo Grupamento de Busca e Salvamento (GBS). Ao todo, o GDF investiu R$ 2,5 milhões na compra das embarcações que vão complementar, até o final do ano, as atividades de prevenção e salvamento feitas pela corporação.

Em 2019 e 2020, o Corpo de Bombeiros atendeu 103 ocorrências de afogamento, 40 delas no Lago Paranoá, para onde serão destinadas as embarcações recém-adquiridas. Cinco lanchas vão para os postos de guarda-vidas do CBMDF que ficam na Ponte JK, Ponte do Bragueto, Parque Ecológico da Ermida Dom Bosco, Prainha do Lago Norte e na Praça dos Orixás. As outras serão distribuídas para as duas unidades do GBS, que ficam às margens do espelho d’água: a sede na Vila Planalto e no Subgrupamento de Busca e Salvamento, no Setor de Clubes Sul.

“Os recursos vão permitir que o Corpo de Bombeiros retome as rondas periódicas no lago para verificar banhistas se colocando em perigo, dando orientações sobre afogamentos. Vamos melhorar o trabalho preventivo, não só o reativo”
Major Daniel Carvalho de Oliveira Santos, chefe da Seção de Salvamento Aquático do GBS

Cada posto terá uma lancha, que será usada para as atividades de prevenção e de salvamento aquático. “Os recursos vão permitir que o Corpo de Bombeiros retome as rondas periódicas no lago para verificar banhistas se colocando em perigo, dando orientações sobre afogamentos”, explica o major Daniel Carvalho de Oliveira Santos, chefe da Seção de Salvamento Aquático do GBS. “Assim, vamos melhorar o trabalho preventivo do Corpo de Bombeiros, não só o reativo”, ressalta. As lanchas também poderão ser usadas para acompanhar eventos esportivos realizados no Lago Paranoá.

Velocidade

As motos aquáticas ficarão divididas entre o GBS da Vila Planalto e o subgrupamento do Setor de Clubes Sul. Para os militares, a grande vantagem da moto aquática é permitir a redução do tempo de resposta no atendimento das ocorrências. “A moto aquática atinge uma alta velocidade em um curto intervalo de tempo, o que é importante para chegarmos mais rapidamente em uma vítima que está prestes a se afogar ou até já submergiu”, diz o chefe da Seção de Salvamento Aquático do GBS.

Segundo ele, uma moto aquática atinge velocidade de até 110 km/h, enquanto as lanchas não costumam passar de 90km/h. Assim, os militares são capazes de chegar em uma ocorrência na Ponte JK em dois minutos, saindo do quartel no Setor de Clubes Sul. Tempo que pode ser de seis minutos em uma lancha. “E cada segundo faz diferença no atendimento de uma ocorrência de afogamento”, ressalta o major Oliveira. Dos 40 casos de afogamentos em 2019 e 2020, 17 terminaram em óbito dos banhistas.

Atualmente, o Corpo de Bombeiros tem três lanchas: uma usada para apagar incêndios de dentro d’água, uma para salvamentos e uma terceira doada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), também usada nas ações de salvamento aquático e mergulho de resgate realizadas pelos militares.

Com capacidade para transportar até oito pessoas, a embarcação doada pela PCDF pode atingir a velocidade de 70 km/h, o que permite, por exemplo, realizar o deslocamento da sede do GBS, na Vila Planalto, até a Prainha do Lago Norte em cinco minutos. A última aquisição de motos aquáticas foi em 2010 e nenhuma delas está em uso, segundo o major Oliveira.

O GBS tem 14 mergulhadores de resgate. Para atuar no grupamento, são precisas duas formações específicas. O primeiro curso dura sete semanas e é realizado em apenas um período – manhã ou tarde. Já o curso de mergulhador de resgate tem duração de oito semanas, em período integral.

Garantir a segurança do Lago Paranoá também é trabalho da Companhia Lacustre da Polícia Militar do Distrito Federal. Com um efetivo de 25 policiais e sete embarcações, o Pelotão Lacustre faz a vigilância de todo o espelho d’água durante 24 horas por dia. Entre as principais atribuições da PMDF no lago está o combate à pesca predatória, a alguns delitos que acontecem no lago como roubo e furto em residências, caças a capivaras e ao barulho em lanchas que circulam com som alto.

Alguns policiais têm curso de mergulho e o Pelotão Lacustre pode prestar socorro a afogados em um primeiro momento e fazer ações em conjunto com o Corpo de Bombeiros. Os policiais militares também podem acionar os órgãos responsáveis por coibir construções clandestinas na Área de Preservação Permanente (APP) na beira do lago e atuam em conjunto com a Capitania dos Portos para coibir embriaguez de condutores de embarcações.

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