Atualizado em: 27 novembro, 2025
Dados da CBIC mostram queda de estoque e aumento de lançamentos no Sul, reforçando a força de regiões fora das capitais
O mercado imobiliário brasileiro vive um movimento de expansão concentrado nas cidades médias e nas regiões litorâneas, especialmente no Sul do país. A análise é do especialista em mercado imobiliário Daniel Claudino, que aponta que o litoral catarinense lidera tanto em valorização quanto em velocidade de vendas.
Segundo Claudino, Balneário Camboriú e Itapema seguem entre os mercados mais aquecidos do Brasil, impulsionados por demanda de alta renda fora das capitais. No litoral paulista, Praia Grande e Santos também mantêm um ritmo consistente de crescimento. “Há uma migração clara de compradores em busca de qualidade de vida, infraestrutura e valorização patrimonial. O litoral, especialmente no Sul e Sudeste, virou polo de atração para moradia e investimento”, afirma.
A tendência é reforçada pelos dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), que apontam aceleração de lançamentos e contração de estoque residencial, com destaque para a região Sul. O comportamento é típico de ciclos favoráveis à incorporação, indicando que o mercado ainda tem espaço para absorver novos projetos.
“Quando o estoque cai e os lançamentos sobem simultaneamente, estamos diante de uma demanda ativa e consolidada. Para os incorporadores, trata-se de um sinal verde”, avalia Claudino.
Além do litoral, as cidades médias também despontam como protagonistas. Municípios com forte geração de empregos, presença de universidades e boa infraestrutura logística aparecem como destinos estratégicos para expansão. “Essas cidades combinam renda estável, crescimento populacional e custos mais competitivos do que as capitais. O investidor percebe esse potencial”, explica o especialista.
Ele reforça que o ritmo pode se intensificar com os efeitos da reforma do crédito imobiliário, que promete destravar novos recursos no sistema. “Se a reestruturação do financiamento liberar realmente funding adicional, interior e litoral irão absorver boa parte dessa demanda reprimida. O ciclo já começou, e tende a ganhar força”, conclui.






