Atualizado em: 30 janeiro, 2026
No Distrito Federal, o setor acompanha o movimento nacional, com incremento na procura por unidades residenciais e comerciais e maior participação de compradores em todas as faixas de renda
O mercado imobiliário brasileiro sinaliza um momento de recuperação em 2026, após um período de juros elevados em 2025. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a expectativa é de crescimento de cerca de 10% nas vendas de imóveis no país ao longo do ano, reflexo tanto da demanda crescente quanto de um ambiente de crédito que começa a mostrar sinais de flexibilização.
Em novembro de 2025, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizaram R$ 12,4 bilhões, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), indicando continuidade da preferência pelo crédito tradicional no financiamento de imóveis.
No Distrito Federal, o setor acompanha o movimento nacional, com incremento na procura por unidades residenciais e comerciais e maior participação de compradores em todas as faixas de renda. Para se ter uma ideia, segundo dados do Boletim Imobiliário SECOVI de novembro, o Volume Geral de Vendas (VGV) acumulado, até o mês de outubro de 2025, atingiu o valor de R$ 21,17 bilhões, o que representa uma variação positiva de 2,29% do acumulado no mesmo período do ano anterior.
Paulo Muniz, Diretor da CONBRAL, destaca que o momento atual combina fatores estruturais de confiança com expectativas de redução gradual das taxas de financiamento. “A confiança do comprador no setor imobiliário tem se mantido resiliente mesmo diante de desafios econômicos recentes, apoiada pela percepção de que as medidas governamentais e a trajetória de juros tendem a fortalecer o mercado nos próximos meses”, afirma Muniz.
Com a perspectiva de aceleração das vendas e um cenário de crédito mais competitivo, o mercado imobiliário segue no radar de investidores e compradores. “O setor mostra capacidade de adaptação às condições econômicas e uma resposta consistente da demanda, fruto de um ambiente de planejamento de longo prazo por parte das construtoras, incorporadoras e agentes financeiros”, finaliza.






