Segundo a secretária Ana Paula Marra, ampliar a presença feminina na gestão fortalece a qualidade das políticas públicas. “Quando uma mulher ocupa um cargo de liderança, ela não sobe sozinha. Ela leva consigo repertório, escuta, vivência e compromisso com quem está na base”, afirma.
A presença feminina também cresce em áreas tradicionalmente ocupadas por homens. Na segurança pública, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka, enquanto as mulheres representam cerca de 15% do efetivo da corporação.
Na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a participação feminina também aumenta. Hoje, as mulheres correspondem a cerca de 30% do efetivo, ocupando funções como delegadas, peritas e papiloscopistas.
O movimento também aparece em áreas ligadas à inovação e gestão pública. Na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, as três subsecretarias são ocupadas por mulheres, responsáveis por áreas como administração, desenvolvimento tecnológico e inclusão digital.
Formação e qualificação
O protagonismo feminino também aparece na qualificação do serviço público. Na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), cerca de 70% dos servidores atendidos nos programas de capacitação são mulheres.
Para a diretora-executiva da instituição, Juliana Tolentino, o dado reflete a crescente participação feminina na formação da administração pública. “Sob a direção de mulheres, a Escola de Governo consolida um modelo de gestão orientado por competência técnica, sensibilidade social e compromisso com a equidade”, afirma.
A ampliação da presença feminina no serviço público do Distrito Federal reflete mudanças graduais na gestão pública e maior diversidade na tomada de decisões. Com presença crescente em diferentes áreas da administração, as mulheres participam diretamente da formulação e execução de políticas públicas que impactam a vida da população do DF.










