No Dia da Luta Antimanicomial é preciso refletir sobre os preconceitos acerca das doenças psiquiátricas

Brasília, segunda-feira, 17 maio, 2021

No Dia da Luta Antimanicomial é preciso refletir sobre os preconceitos acerca das doenças psiquiátricas

Crédito: Divulgação.


Atualizado em: 17 maio, 2021

No Dia da Luta Antimanicomial é preciso refletir sobre os preconceitos acerca das doenças psiquiátricas

O mês de maio é marcado pela luta da pessoa em sofrimento mental, em especial o dia 18 de maio que é a Data Nacional da Luta Antimanicomial. Ao longo da história, estas doenças foram marcadas por crendices, incompreensões, sem falar de muitas formas de tratamento bárbaros. Em 1987, o Brasil deu início ao movimento antimanicomial, com uma proposta de reforma no tratamento psiquiátrico no Brasil.

Para o psiquiatra Alisson Marques, é importante ainda romper muitos preconceitos sobre as doenças mentais. “A Ciência evoluiu muito no entendimento de vários transtornos mentais, bem como em formas de tratamento, seja por meio de medicação, seja em outras formas de terapias. Mas muitas vezes a barreira para o tratamento é a autoaceitação e, principalmente, a visão social do problema”.

Ele explica que ainda existem alguns resquícios de uma cultura que via o paciente psiquiátrico como um estorvo para a família e para a harmonia social, então era mais fácil trancá-lo em um espaço onde se tornava invisível. “Existem casos onde realmente é necessária uma intervenção mais intensa, com internação clínica em instituições sérias. Mas isto não pode ser a regra para todo aquele que apresenta algum tipo de transtorno”, destaca o Dr Alisson.

Durante a pandemia, as pessoas puderam sentir um pouco os reflexos do isolamento social. Imagine passar por isto em um estado de alteração mental. “A privação da liberdade, do contato humano, da socialização é bastante prejudicial à saúde mental. O isolamento não trata, ele apenas marginaliza e exclui um indivíduo de seus direitos enquanto ser humano”, conclui o psiquiatra.

Em 2021, completou-se 20 anos do Movimento da Reforma Psiquiátrica, que resultou na aprovação da Lei 10.216/2001, nomeada “Lei Paulo Delgado”, que trata da proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência. Este marco legal estabelece a responsabilidade do Estado no desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil, através do fechamento de hospitais psiquiátricos, abertura de novos serviços comunitários e participação social no acompanhamento de sua implementação.

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