O caminho da vacina até o braço do brasiliense

Brasília, sexta-feira, 30 abril, 2021

O caminho da vacina até o braço do brasiliense

Diariamente, os pontos de vacinação são abastecidos para iniciar as atividades com um quantitativo estratégico de doses para D1 e D2 | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Com: informações da Secretaria de Saúde
Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA
Edição: MÔNICA PEDROSO
Atualizado em: 4 maio, 2021

Assim que chegam ao DF, doses são conferidas e distribuídas proporcionalmente para cada Região de Saúde

Quem chega em um dos 54 pontos de vacinação contra a covid-19, no Distrito Federal, talvez não imagine o planejamento necessário para viabilizar a aplicação da vacina.

Assim que a remessa com as doses chega ao DF – geralmente transportada por avião -, a carga é enviada do aeroporto para a Rede de Frio Central, localizada no Parque de Apoio da Secretaria de Saúde. Uma equipe de 24 servidores recebe as vacinas e inicia a conferência.

O processo é feito no menor espaço de tempo possível para que, muito em breve, as doses estejam disponíveis nos locais de vacinação.

Na madrugada da última sexta-feira (23), por exemplo, o DF recebeu 46.550 doses das vacinas CoronaVac e AstraZeneca. Às 2h, o carregamento chegou à Rede de Frio e foi para o setor de triagem para conferência. Às 3h, enquanto parte da equipe armazenava as vacinas na câmara fria, a chefe do núcleo de rede de frio central, Tereza Luiza, produzia o relatório do estoque e planejava a distribuição das doses a partir das 7h daquele dia.

“Assim que a vacina chega, inspecionamos a carga e conferimos a temperatura e quantidade de doses recebidas e, só então, damos o aceite na nota. Posteriormente as Regiões de Saúde entram com os pedidos de acordo com suas necessidades para que a Rede de Frio Central envie doses. Então, emitimos os pedidos e separamos as doses para envio aos núcleos regionais”, explica Tereza Luiza, que atua há oito anos na gestão da Rede de Frio.

Finalizada essa etapa, as vacinas já estão prontas para distribuição aos núcleos regionais. Às 6h, a outra equipe da Rede de Frio chega para dar continuidade ao processo e abrir, ainda naquele dia, o primeiro dia da vacinação para o público com 62 e 63 anos.

Essa fase consiste em dar andamento à programação que, anteriormente, a chefe do núcleo fez durante a madrugada e dividir as doses para as regiões. Para isso, caixas térmicas foram preparadas para armazenar as vacinas – cada uma identificada com o nome da região de saúde e se é destinada para D1 ou D2. Finalizando esse processo, é hora de transportar as vacinas. Às 7h40, os veículos saíram da Rede de Frio para as regiões sob escolta da Polícia Militar.

Em alguns pontos, a vacinação foi liberada às 9h30 devido à fila de idosos que se formava aguardando a imunização.

A hora da vacinação

Diariamente, os pontos de vacinação são abastecidos para iniciar as atividades com um quantitativo estratégico de doses para D1 e D2. Filas se formam de maneira organizada para que cada um possa ser vacinado o mais rapidamente possível. Quem participa do processo afirma ser gratificante, como é o caso da enfermeira Angélica, que atua no ponto de vacinação do Parque da Cidade. A profissional destaca que “o importante é que trabalhemos em conjunto para levar a vacinação para quem mais precisa”.

A vacinação contra a covid-19 se aproxima do quarto mês com mais de 424 mil pessoas vacinadas com a primeira dose e quase 246 mil com o reforço. Ainda há um longo trabalho pela frente, afinal, ainda há muitas doses de vacinas a serem recebidas no DF para vacinar uma população de 2.309.944 habitantes elegíveis para a vacinação. Atualmente, a cobertura vacinal é de 18,39% com a primeira dose e 10,66% com a segunda dose. A cobertura vacinal considera a população-alvo da vacinação, que são pessoas com mais de 18 anos.

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