Fruto de parceria entre a Neoenergia e a 30ª Delegacia de Polícia da Polícia Civil do Distrito Federal, a segunda fase da operação CriptoGato identificou e desativou três mineradoras de criptomoedas que funcionavam de forma clandestina em São Sebastião (DF), com desvio direto de energia. A ação ocorreu na segunda-feira (23).
“A mineração de criptomoedas demanda elevada carga elétrica e estrutura dedicada”
Wilson Matias, supervisor de Recuperação de Energia da Neoenergia
Durante a fiscalização, foram apreendidas 384 máquinas de mineração que operavam ininterruptamente, 24 horas por dia. Os estabelecimentos foram interditados, tendo sido os responsáveis detidos e encaminhados à delegacia. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar possíveis crimes associados à atividade.
O esquema provocava instabilidade no fornecimento da região, afetando residências, comércios e produtores rurais. A estimativa é de um impacto financeiro superior a R$ 5 milhões, além de um consumo irregular equivalente ao atendimento de cerca de 34 mil moradias por mês.
Prejuízos
“A mineração de criptomoedas demanda elevada carga elétrica e estrutura dedicada”, explica Wilson Matias, supervisor de Recuperação de Energia da Neoenergia. “Nos imóveis vistoriados, os equipamentos estavam conectados de maneira irregular, sem medição, o que sobrecarregava o sistema e aumentava o risco de falhas e danos.”






