Osteoporose atinge 10 milhões de brasileiros e exige atenção para prevenção de quedas e fraturas

Brasília, domingo, 18 outubro, 2026

Créditos: Divulgação.

Fonte: CCH Comunicação

Atualizado em: 18 outubro, 2026

Cuidados com equilíbrio, força muscular e uso correto de bengalas e andadores ajudam a reduzir riscos

No próximo dia 20 de outubro é o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose. A data foi criada em 1996 pela Sociedade Nacional de Osteoporose do Reino Unido (atual Royal Osteoporosis Society) e serve para conscientizar sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento dessa doença que, só no Brasil, segundo documento da Conitec/Ministério da Saúde, publicado em maio de 2026, atinge em torno de 10 milhões de pessoas.

A osteoporose ocorre quando há perda de resistência dos ossos, que ficam mais frágeis e sujeitos a fraturas, mesmo diante de impactos considerados pequenos. O envelhecimento, alterações hormonais, histórico familiar, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, baixa ingestão de cálcio e vitamina D, pouca exposição solar e uso prolongado de alguns medicamentos, como corticoides, estão entre os fatores associados ao problema.

É importante ressaltar que a Osteoporose não é apenas uma doença relacionada ao enfraquecimento dos ossos. Para quem convive com o problema, evitar uma queda pode ser uma das principais medidas para prevenir uma fratura e, assim, preservar a capacidade funcional.

Quedas são um importante fator de risco

Uma das preocupações para quem tem osteoporose é que uma queda pode ocasionar uma fratura óssea como, por exemplo, de punho, braço, coluna ou quadril. O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 28% das pessoas idosas sofram pelo menos uma queda por ano no Brasil, o equivalente a cerca de 9 milhões de quedas anuais.

Os dados de hospitalização também mostram a dimensão do problema. Levantamento apresentado em 2025 com informações do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) mostra que, somente em 2024 foram quase 88 mil atendimentos hospitalares. Entre 2019 e 2024, foram em torno de 910 mil internações de pessoas idosas decorrentes de quedas. Não há, entretanto, uma estatística nacional que permita afirmar quantas dessas quedas foram provocadas especificamente pela osteoporose.

Tratamento envolve mais do que medicamentos

O tratamento da osteoporose deve ser individualizado e pode incluir medicamentos, alimentação adequada, avaliação e correção de possíveis deficiências de cálcio e vitamina D, além de exercícios físicos orientados.

A fisioterapia também tem papel importante, especialmente na manutenção da força muscular, da mobilidade, da marcha e do equilíbrio, contribuindo para a prevenção de quedas e fraturas.

“O objetivo não é simplesmente fazer com que a pessoa se movimente mais, mas trabalhar de acordo com suas condições, fortalecendo a musculatura, treinando equilíbrio e marcha e ajudando a manter a independência”, explica Christiano Barbosa, fisioterapeuta e presidente da Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer (APAZ-RJ).

Bengala e andador precisam ser escolhidos de forma individual

Outro ponto importante é o uso dos chamados dispositivos auxiliares de marcha. Bengalas e andadores, por exemplo, podem ajudar pessoas com alterações de equilíbrio ou dificuldade para caminhar, mas não devem ser escolhidos apenas pelo preço, aparência ou facilidade de compra em uma farmácia ou loja.

A altura do equipamento, o modelo, o lado em que a bengala será utilizada e a maneira como a pessoa irá caminhar com o dispositivo precisam ser avaliados. Para Christiano Barbosa, a escolha inadequada pode acabar criando uma falsa sensação de segurança. “Bengala e andador não são produtos que devem ser escolhidos simplesmente porque parecem adequados ou porque alguém da família usa um modelo parecido. É preciso avaliar a marcha, o equilíbrio, a força e as limitações de cada pessoa”.

O presidente da APAZ-RJ, alerta: “Um dispositivo mal ajustado pode dificultar a caminhada em vez de ajudar e até aumentar o risco de uma nova queda. A orientação de um profissional de saúde é importante para definir o equipamento, ajustar sua altura e ensinar a forma correta de utilizá-lo.”

Além do dispositivo adequado, a rotina deve incluir medidas simples: manter os ambientes bem iluminados, retirar objetos e tapetes que possam provocar tropeços, instalar barras de apoio quando necessário, utilizar calçados firmes e revisar periodicamente medicamentos que possam causar tontura ou sonolência.

“A prevenção precisa fazer parte do cotidiano, principalmente entre pessoas com maior risco de fratura. Identificar precocemente a osteoporose, acompanhar o tratamento e cuidar da mobilidade são medidas que podem ajudar a preservar a independência e reduzir o impacto das quedas na vida de quem envelhece.”, finaliza Christiano Barbosa.

Sobre a APAZ RJ

A APAZ (Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes) é uma Instituição  sem fins econômicos, com o objetivo de informar, capacitar e apoiar familiares, profissionais e população em geral sobre os processos de demência, principalmente sobre a Doença de Alzheimer.

Foi fundada em 1991 pelo Dr. Jacob Guterma (Presidente de Honra – In Memorian) dentista que conviveu 8 anos cuidando de sua esposa com diagnóstico de Alzheimer. A APAZ atende somente os cuidadores de pessoas que vivem com demência. Sua  Diretoria é formada por familiares e a Comissão Científica conta com profissionais de todas as áreas que compõem o tratamento, seja medicamentoso ou não, de um processo de demência.