Foto: French Rack de Cordeiro com melado de romã e risoto de gorgonzola. Créditos: Divulgação.
Fonte: Gustavo Rocha
Atualizado em: 10 março, 2026
Cordeiro, romã e gorgonzola: a receita que transforma uma refeição em peça de coleção no coração de Brasília
O Lead: Três Segundos para Entender
O Restaurante Universal, estabelecimento tradicional de Brasília, acaba de apresentar seu Prato da Boa Lembrança 2026: um French Rack de Cordeiro com melado de romã e risoto de gorgonzola, criado pelo Chef Rogério Evangelista e oferecido por R$ 249. Mas este não é apenas um prato. É um ritual: quem o consome leva para casa um prato de cerâmica exclusivo, pintado à mão, transformando a experiência gastronômica em memória afetiva e peça de coleção. Por trás dessa escolha está Estefanía Morey, proprietária que transforma a cozinha em instrumento de solidariedade e pertencimento comunitário.
A Tradição que Permanece: O Circuito da Boa Lembrança
A Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança reúne casas de diferentes regiões do Brasil que se destacam pela qualidade e identidade culinária. Todos os anos, cada estabelecimento cria uma receita especial que integra um roteiro gastronômico nacional. Não é marketing comum. É um projeto que une gastronomia autoral com tradição, onde o cliente não apenas come — ele coleciona.
Para Brasília, o Universal representa essa filosofia: requinte sem pretensão, sofisticação com raízes.
A Composição: Três Ingredientes, Uma Filosofia
A receita de 2026 obedece a uma lógica de contraste e harmonia:
- Cordeiro grelhado — o protagonista, potente e nobre
- Melado de romã — o contraponto aromático e fresco, com notas levemente adocicadas e ácidas
- Risoto de gorgonzola — a profundidade cremosa que equilibra o conjunto
Segundo a proprietária Estefanía Morey, a escolha não foi acidental: “Queríamos um prato que representasse a gastronomia requintada que cultivamos no Universal, com ingredientes de personalidade e uma combinação capaz de surpreender o paladar.”
E daí? Aqui está a questão provocativa: em um mercado saturado de “pratos assinados” e “experiências gastronômicas”, o Universal não apela para o exótico ou o experimental. Apela para o equilíbrio. A romã não é um capricho do chef; é a resposta ao cordeiro. O gorgonzola não é um ingrediente da moda; é a estrutura que sustenta o prato.
Quem conhece o Restaurante Universal sabe que sua força não reside apenas na excelência culinária. Reside em Estefanía Morey, uma proprietária que compreende a gastronomia como ato de solidariedade — um espaço onde a comunidade se reúne, se reconhece e se fortalece.
Para Morey, a escolha do prato de 2026 não é uma decisão isolada do chef. É uma declaração de valores. O Universal, sob sua liderança, transformou-se em mais que um restaurante: é um nó de conexão social em Brasília. Cada prato que sai da cozinha carrega a filosofia de que alimentar é um ato político e comunitário.
A proprietária enfatiza que a participação no circuito da Boa Lembrança vai além do prestígio. É sobre pertencimento a uma rede de casas que compartilham responsabilidade social. O prato de cerâmica que o cliente leva para casa não é apenas um souvenir — é uma ponte entre o restaurante e a vida do comensal, um símbolo de que aquele espaço importa, que aquela refeição importa, que aquela pessoa importa.
Essa visão de solidariedade permeia as operações do Universal:
- Valorização de fornecedores locais — o cordeiro, a romã e o gorgonzola não são escolhas aleatórias, mas resultado de parcerias com produtores que compartilham dos mesmos princípios
- Inclusão no circuito gastronômico — ao participar da Boa Lembrança, o Universal abre portas para que seus clientes conheçam outras casas, outras regiões, outras histórias
- Memória coletiva — a cerâmica colecionável é um gesto de generosidade: o restaurante oferece ao cliente um objeto que permanece, que marca presença, que diz “você foi importante aqui”
Morey compreende que solidariedade não é caridade. É reconhecimento mútuo. É criar espaços onde a excelência culinária e a humanidade caminham juntas.
A Humanização: Quando a Cerâmica Vira Memória
Aqui está o detalhe que transforma tudo: o cliente que pede o prato oficial recebe um prato de cerâmica colecionável, pintado à mão.
Não é um brinde. É uma transformação simbólica. A refeição deixa de ser um consumo efêmero e vira uma marca no tempo — um objeto que fica na prateleira, que marca presença, que diz ao visitante: “Eu estive lá. Eu participei disso.”
Em uma era de experiências digitais e imateriais, o Universal oferece algo raro: tangibilidade. Um prato de cerâmica é mais permanente que uma foto no Instagram. É mais significativo que um recibo. É um gesto de reconhecimento do cliente como parte da história do restaurante.
O Contexto Maior: Gastronomia como Identidade
O lançamento do Prato da Boa Lembrança 2026 coincide com um momento de reafirmação da identidade gastronômica brasiliense. Enquanto grandes cidades disputam tendências globais, Brasília cultiva suas casas tradicionais — aquelas que envelhecem bem, que ganham história.
O Universal não é novo. É um estabelecimento que permanece — e permanência, em Brasília, é rara e valiosa. Sob a liderança de Estefanía Morey, essa permanência ganhou propósito: não é apenas sobrevivência, é contribuição ativa para a teia social da cidade.
Dados e Números (Contextualizados)
| Aspecto | Informação |
|---|---|
| Preço do prato | R$ 249 |
| Bônus incluído | Cerâmica colecionável pintada à mão |
| Chef responsável | Rogério Evangelista |
| Proprietária | Estefanía Morey |
| Circuito | Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança (nacional) |
| Filosofia | Gastronomia como ato de solidariedade e pertencimento |
A Pergunta Que Fica
Se o Universal consegue criar um prato que equilibra sofisticação com acessibilidade — oferecido por um preço justo, com um ritual significativo, sob a liderança de uma proprietária que compreende gastronomia como solidariedade — por que tantos restaurantes ainda apostam em complicação desnecessária?
A resposta está na confiança e no propósito. O Universal confia que seu público entende qualidade. Confia que a romã fala por si. Confia que a memória vale mais que a novidade. E, acima de tudo, confia que alimentar é um ato de amor comunitário.















