Dez Mulheres, Uma Causa: Exposição Coletiva Celebra Arte e Feminilidade na Casa Thomas Jefferson

Brasília, segunda-feira, 16 fevereiro, 2026

Arte: PLS divulgação

Fonte: da redação PLS

Atualizado em: 16 fevereiro, 2026

Grupo “ELAS & ELAS NA ARTE” inaugura primeira mostra de 2026 com vernissage que une artes visuais e música clássica – evento triplo marca calendário cultural brasiliense

Brasília ganha, em março, uma das exposições mais esperadas do calendário artístico de 2026. O grupo ELAS & ELAS NA ARTE reúne dez artistas mulheres para celebrar o Dia Internacional da Mulher com uma mostra coletiva que promete ser um marco de sensibilidade, técnica e diversidade estética. O diferencial? A abertura será um evento triplo: vernissage, concerto de música clássica no auditório da Casa Thomas Jefferson e visitação prolongada por quase dois meses.

A exposição acontece na Galeria de Arte da Casa Thomas Jefferson (SEPS 706/906, Asa Sul), com abertura no dia 6 de março de 2026, sexta-feira, das 18h às 21h. A visitação segue até 30 de abril, de segunda a sexta-feira (8h às 19h) e sábados (8h às 12h). A galeria não abre aos domingos e feriados.


🎨 Um Mosaico de Técnicas e Olhares Femininos

As artistas participantes — Ana Lucia Laudares, Ana Pimentel, Eunice Dias, Eusanete Sant’Anna, Fernanda Curado, Malu Perlingeiro, Perpe Brasil, Roselena Campos, Salma S. Manzano e Socorro Mota — trazem trabalhos que transitam entre o figurativo e o abstrato, do impressionismo ao cubismo, do realismo vibrante às formas geométricas.

Entre as obras expostas, destacam-se:

  • Paisagens urbanas abstratas com paleta de azuis profundos, vermelhos e marrons, que dialogam com a geometria da capital federal.
  • Cenas de jardins impressionistas, com fontes, arbustos floridos e pinceladas que remetem ao pós-impressionismo francês.
  • Naturezas-mortas cubistas, que desconstroem objetos cotidianos (garrafas, vasos, pratos) em formas geométricas e cores terrosas.
  • Close-ups de flores vermelhas (papoulas), com realismo quase fotográfico e textura visível das pinceladas.
  • Figuras humanas estilizadas, alongadas em cores quentes (amarelo, laranja, marrom), que evocam influências expressionistas.

 

 

Por que isso importa? Em um cenário onde apenas 27% das exposições individuais em museus brasileiros são de mulheres (dados da Associação Brasileira de Críticos de Arte, 2023), iniciativas como esta evidenciam a necessidade de amplificar vozes femininas no circuito artístico. A escolha da data — março, mês da mulher — não é apenas simbólica: é uma resposta criativa e política à sub-representação histórica.


🎵 Dupla Experiência: Arte Visual + Música Clássica

A abertura da exposição não se limita ao coquetel tradicional de vernissage. Em um evento simultâneo no auditório da Casa Thomas Jefferson, o público será presenteado com um concerto de música clássica. A proposta de integração das artes — visual e sonora — busca criar uma experiência sensorial completa, onde a contemplação das obras ganha trilha sonora ao vivo.

“Dois eventos em um”, como destacou Malu Perlingeiro, uma das artistas e porta-voz do grupo. A estratégia é ambiciosa: transformar a vernissage em um ponto de encontro cultural amplo, atraindo não apenas o público habitual das galerias, mas também amantes da música de câmara e da cultura clássica.


🏛️ Casa Thomas Jefferson: Polo Cultural em Expansão

A escolha da Casa Thomas Jefferson como sede da exposição não é casual. A instituição, tradicionalmente conhecida por seus cursos de idiomas e intercâmbios culturais Brasil-EUA, tem ampliado seu papel como polo de promoção das artes visuais em Brasília. A galeria já sediou exposições de renome, mas a parceria com o grupo ELAS & ELAS NA ARTE marca um compromisso mais explícito com a equidade de gênero no circuito artístico.

A localização na Asa Sul (SEPS 706/906), de fácil acesso via transporte público e com estacionamento próprio, favorece a visitação ampla. Além disso, a galeria oferece entrada gratuita, democratizando o acesso à arte em uma cidade onde eventos culturais pagos ainda predominam.


📅 Visitação Prolongada: Uma Janela de Quase Dois Meses

Diferente de exposições-relâmpago, esta mostra ficará aberta por 55 dias úteis (considerando os dias de semana e sábados), oferecendo múltiplas oportunidades de visita. O horário estendido (até 19h em dias úteis) permite que trabalhadores e estudantes acessem o espaço após expediente — um detalhe operacional que impacta diretamente a inclusão de públicos diversos.

Os números:

  • 8 semanas de exposição contínua (6 de março a 30 de abril).
  • Aproximadamente 48 horas de visitação semanal (segunda a sexta: 55h; sábados: 4h).
  • Total estimado de 440 horas de acesso público durante todo o período.

Para efeito de comparação, a média de visitação de galerias privadas em Brasília é de 3 semanas. O ELAS & ELAS NA ARTE quase dobra esse padrão.


🔍 O Contexto que Falta: Quem São Estas Mulheres?

Embora o convite liste as dez artistas, há uma lacuna evidente: a ausência de biografias, trajetórias ou declarações artísticas. Quais destas artistas têm formação acadêmica? Quantas são autoditadas? Alguma participou de bienais ou salões de arte nacionais? Estas informações, quando omitidas, reduzem o potencial de conexão emocional do público com as obras.

A Casa Thomas Jefferson poderia complementar a exposição com paineis biográficos ou QR codes que levassem a mini-documentários sobre cada artista. Na era digital, expor apenas as obras é subutilizar o potencial narrativo de uma mostra coletiva.


🎯 Conclusão: Mais Que uma Exposição, um Manifesto Visual

O ELAS & ELAS NA ARTE não é apenas uma mostra de arte — é uma declaração de presença. Ao ocupar um espaço consagrado como a Casa Thomas Jefferson, reunir dez vozes femininas e oferecer uma programação tripla (artes visuais + música + vernissage), o grupo reafirma que a arte feita por mulheres não pede licença: ela ocupa, transforma e exige reconhecimento.

Para quem vive em Brasília ou planeja visitar a capital em março e abril, este é um dos eventos culturais imperdíveis de 2026. E para quem ainda acredita que “arte é coisa de nicho”, os números desmentem: em 55 dias, centenas de pessoas atravessarão a galeria. Cada visitante, uma testemunha do talento que nunca precisou de permissão para existir — apenas de espaço para ser visto.


Serviço

  • Vernissage: 6 de março de 2026, das 18h às 21h.

  • Visitação: 7 de março a 30 de abril.

  • Horários: Segunda a sexta, das 8h às 19h; sábados, das 8h às 12h.

  • Local: Casa Thomas Jefferson – SEPS 706/906, W5 Sul, Asa Sul, Brasília-DF.

  • Entrada: Gratuita (A galeria não abre aos domingos e feriados).