Atualizado em: 27 abril, 2026
Espetáculos percorreram escolas públicas do DF proporcionando a crianças e jovens, muitas vezes pela primeira vez, o encontro com o teatro e suas possibilidades
Após uma edição de grande sucesso no Complexo Cultural Samambaia, o Festival de Teatro Verônica Moreno iniciou uma nova etapa e segue ampliando seu alcance. Agora, a arte ganha as salas de aula e pátios escolares, promovendo o acesso cultural a crianças e jovens de diferentes regiões do Distrito Federal.
Realizado entre os dias 11 e 19 de abril, o festival consolidou sua terceira edição como um dos mais importantes eventos culturais da periferia do DF, reunindo espetáculos, oficinas e apresentações musicais gratuitas, com o teatro lotado e a valorização da diversidade artística. O festival reafirma o legado de Verônica Moreno, artista que inspirou o projeto com sua trajetória marcada pelo compromisso com a arte acessível e transformadora.
Nesta última semana, o festival avançou para além dos palcos tradicionais e ocupa espaços fundamentais de formação: as escolas públicas. “Nesta edição, levar o III FTVM à escola reforça o compromisso do Festival em participar do processo de educação artística de muitas crianças e adolescentes. Vimos que eles ficam muito animados, interagem com os personagens e até pedem para ficarem mais tempo. Muitos têm contato com o teatro pela primeira vez, e participar disso é algo incrível”, destaca Alan Mariano, produtor executivo do projeto.
No dia 22 de abril, o CEF 32 do Sol Nascente recebeu, no turno matutino, o espetáculo O Romance da Rosadeira, das Ditas Benzidas, encantando os estudantes com uma narrativa sensível e cheia de identidade popular. Já no período vespertino, foi a vez de De Outro Jeito, da Caixeiras Cia de Bonecos, levar ao público uma experiência lúdica e envolvente por meio do teatro de formas animadas.
Na EPAT de Ceilândia, os alunos acompanharam O Romance do Vaqueiro, do grupo Mamulengo Presepada, mergulhando na tradição do teatro de bonecos nordestino e vivenciando uma expressão artística rica em cultura e oralidade.
A programação seguiu no dia 24 de abril, quando o CEE 1 de Samambaia recebeu uma sequência de apresentações que despertaram o imaginário dos estudantes. Os espetáculos Mundo Encantado de Pé no Chão, de Tetê Alcântida, e Isto é Mágica, do Circa Brasilina, transformaram o ambiente escolar em um espaço de fantasia, riso e descoberta.
No mesmo dia, o CED 11 de Ceilândia foi palco do espetáculo Aurora, da Cia Burlesca, que trouxe uma experiência cênica forte e sensível para os alunos. Para muitas dessas crianças e adolescentes, esse foi o primeiro contato com o teatro. Entre risos, olhares atentos e momentos de emoção, ficou evidente o impacto da iniciativa. A presença dos artistas dentro das escolas não apenas diverte, mas amplia horizontes, desperta a imaginação e fortalece o vínculo com a cultura.
A circulação do festival pelas escolas reforça um de seus principais objetivos: a descentralização do acesso à arte em Brasília. Ao levar espetáculos diretamente para regiões como Sol Nascente, Ceilândia e Samambaia, o projeto rompe barreiras, garantindo que a cultura chegue onde ela muitas vezes não alcança.






